12 de março de 2026
CASO GISELE

PM foi avaliado por psiquiatra em SJC após a morte da esposa

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Tenente-coronel Geraldo Neto e a soldado PM Gisele Alves Santana

O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, 53 anos, afirmou que passou por consulta com psiquiatra da corporação em São José dos Campos dias após a morte da esposa, a soldado PM Gisele Alves Santana, 32 anos.

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A declaração foi dada em entrevista ao programa Balanço Geral, da TV Record, na tarde desta quarta-feira (11).

Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro, no apartamento onde morava com o tenente-coronel, na zona sul de São Paulo.

O caso foi inicialmente registrado como suicídio, mas posteriormente passou a ser tratado pela Polícia Civil como morte suspeita em meio ao avanço das investigações.

Na entrevista, Neto afirmou que por iniciativa própria, no dia 5 de março, pediu ao seu comandante uma consulta com o psiquiatra da Polícia Militar.

“Eu passei por uma consulta com psiquiatra da Polícia Militar, na sede do CPI-1, em São José dos Campos”, disse ele.

O CPI-1 (Comando de Policiamento do Interior 1) é responsável pela PM em toda a região do Vale do Paraíba. O oficial tem carreira marcada por atuação na região. Ele nasceu em Taubaté e possui um apartamento em São José dos Campos.

O tenente-coronel disse que a consulta apontou que ele estava em perfeito “estado psiquiátrico”, sem “nenhum tipo de distúrbio”.

“Ele me avaliou durante duas horas e emitiu um áudio dizendo que eu estou perfeitamente em meu estado psiquiátrico, sem nenhum tipo de sequela, sem nenhum tipo de problema, totalmente capaz de decidir pelos meus atos, sem nenhum tipo de distúrbio mental ou emocional”, afirmou.

É a primeira vez que o tenente-coronel fala sobre a morte da esposa após o ocorrido, que segue em investigação. Novas pistas e depoimentos implicam o oficial no caso.

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Oficial diz que esposa se matou

Na entrevista, Neto negou que tenha matado a mulher e disse que ela se suicidou, sem saber o motivo. Ele também afirmou que "há muitas inverdades” sobre o caso e que não alterou a cena do apartamento, onde Gisele foi encontrada baleada.

“Eu mesmo, em todos os dias, em minhas orações, eu conversando com Deus, eu não consigo entender o motivo que ela tirou a própria vida”, disse o militar.

Ele criticou membros da família de Gisele, que afirmam que ela vivia um relacionamento tóxico com ele, e disse que as declarações tentam “criar uma narrativa” para incriminá-lo.

“O advogado que está defendendo a família dela, não sei por quais circunstâncias, não estou aqui para julgar ninguém, mas ele está tentando construir uma narrativa para me incriminar, simples assim”, afirmou.

Segurança Pública

Procurada pela reportagem, a SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) informou, por meio de nota, que o inquérito tramita no 8º Distrito Policial (Brás) e foi distribuído automaticamente a uma Vara do Júri da Capital.

A investigação apura o crime como morte suspeita, e a tipificação pode ser revista em qualquer momento, sem prejuízo ao inquérito.

"A Polícia Civil já colheu depoimentos e aguarda laudos complementares para subsidiar as investigações. O caso é rigorosamente apurado, sob sigilo, com acompanhamento da Corregedoria da Polícia Militar", diz a nota da SSP.

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) informou, também por meio de nota, que o inquérito policial referente ao caso tramita sob segredo de justiça, não sendo "possível confirmar nenhuma informação".

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