A organização do Franca Rodeo Music emitiu nota nessa quarta-feira, 27, reafirmando a realização do evento em setembro, em Franca. Estão confirmados tanto a parte artística, com os shows já anunciados, quanto a parte esportiva, incluindo as montarias em touros. O local deve ser divulgado nos próximos dias.
Nesta quinta-feira, 28, foi publicada no Diário Oficial do Município a lei de autoria da vereadora Lindsay Cardoso (PP), que proíbe rodeios, touradas, vaquejadas, farras do boi e eventos semelhantes na cidade. A parlamentar defende a medida sob o argumento de que essas práticas causam sofrimento aos animais.
Em resposta, a organização do Franca Rodeo Music informou que, no caso da parte esportiva, buscará respaldo nas legislações federais vigentes para garantir a realização das montarias, dentro de todas as normas de segurança e bem-estar animal. Destacou ainda que o rodeio é um esporte regulamentado e praticado em todo o Brasil.
Matheus Calil, da empresa Viola Show, responsável pela produção do evento, ressaltou que o Franca Rodeo Music mantém seu compromisso com a cultura, o lazer e a geração de empregos e renda para Franca e região, preservando uma das festas mais aguardadas do calendário local.
Marcos Abud, diretor de rodeio da Liga Nacional de Rodeios, lembrou que o Franca Rodeo Music foi anunciado durante a Festa do Peão de Barretos, que neste ano celebra 70 anos. Ele destacou que o campeão do rodeio em Franca garantirá vaga para o Barretão 2026, a maior arena do país. “O competidor que representar Franca entrará no Barretão levando a bandeira da cidade no próximo ano”, afirmou.
O presidente da Câmara de Franca, Daniel Bassi (PSD), também se manifestou sobre a lei. No dia 5 de agosto, quando o projeto foi apresentando em regime de urgência, ele não votou na sessão porque não teve empate - situação em que o voto do presidente é previsto. O projeto teve 10 votos a favor e 4 contrários.
Bassi explicou que a promulgação seguiu o que determina a Constituição Federal e a Lei Orgânica do Município. Quando o prefeito não sanciona nem veta um projeto aprovado pela Câmara, cabe ao presidente do Legislativo promulgá-lo, tornando-o automaticamente válido.
Bassi frisou que a promulgação não reflete uma decisão pessoal, mas sim um dever legal e institucional. Ele reforçou ser favorável Às festas e às tradições populares, reconhecendo a importância delas na questão econômica e cultural. Segundo ele, eventos dessa natureza movimentam hotéis, restaurantes, serviços, comércio e diversos setores, gerando empregos e renda para a cidade.
Já nesta quinta-feira, o analista legislativo da vereadora Lindsay Cardoso, Bruno Piola, afirmou que a parlamentar irá acionar o Ministério Público para garantir o cumprimento da lei aprovada. A declaração foi dada em resposta a questionamentos sobre a realização do evento em setembro, diante da nova legislação em vigor.
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