A decisão do juiz José Rodrigues Arimatéa, responsável pela Vara do Júri, de determinar a liberdade provisória de Samir Moussa, pegou de surpresa a família de Adriano Oliveira.
O auditor fiscal da Receita Federal foi morto a tiros por Samir no dia 12 de março, na avenida Major Nicácio, entre o bar Vila Madalena e a igreja Nossa Senhora das Graças.
Desde então, Samir estava preso preventivamente, mas teve sua soltura declarada na tarde de segunda-feira, 17. Decisão essa que incomodou e surpreendeu os familiares da vítima.
"É um sentimento que é um misto de indignação e abalo. Ninguém supera uma morte trágica, principalmente nos moldes como ela foi executada. É senso comum que a perda de uma pai causa desestabilidade emocional, econômica (...) mas, nessa situação, há um agravante", disse o advogado da família, Clóvis Volpe, em entrevista ao programa A Hora é Essa!, da rádio Difusora.
Para Clóvis, a maior surpresa em relação à decisão aconteceu pela falta de justificativa para a liberdade de Samir. "Há cerca de três semanas, o dr. Arimatéa proferiu uma decisão onde decretou a prisão preventiva do Samir, com argumentos sólidos e robustos. Na tarde de ontem, em três linhas, ele simplesmente disse que não existem mais razões (para manter a prisão)".
A decisão mencionada pelo advogado aconteceu em setembro, quando o juiz Arimatéa decretou nova prisão preventiva de Samir, por entender que solto ele poderia atrapalhar as investigações do caso.
O advogado, no entanto, entende que Samir ainda pode atrapalhar o processo. "O próprio dr. Arimatéa determinou que se instaurasse um inquérito para investigar a participação de uma testemunha no crime. Então, tem uma investigação em curso. E no meio disso solta o réu confesso".
Agora, todos os envolvidos aguardam o julgamento de Samir em um júri popular, com composição ainda não definida.
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