19 de setembro de 2026
DECISÃO

Gilmar valida reajuste do Bolsa Família em ano eleitoral

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/Agência Brasil
A decisão de Gilmar atendeu a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reconheceu nessa sexta-feira (18) a validade do decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que reajusta em 15% os valores do Bolsa Família. Segundo a decisão, a medida não viola a legislação eleitoral.

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O reajuste foi definido pelo Decreto nº 13.120, publicado em 17 de setembro, e corrige os benefícios pela inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026. O piso por família passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio sobe de R$ 675 para R$ 777. Os novos valores valem a partir da folha de outubro.

A decisão de Gilmar atendeu a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), que argumentou que a atualização monetária de um programa social permanente já existente não configura abuso de poder político ou eleitoral.

O reajuste também terá impacto no Orçamento de 2027. Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, o governo precisará remanejar R$ 22,7 bilhões para manter o aumento, inclusive com mudanças em despesas da Previdência.

Novos valores

A partir de outubro, o Benefício de Renda de Cidadania será de R$ 164 por integrante. O Benefício Primeira Infância passa para R$ 173 por criança de até sete anos incompletos, e o Benefício Variável Familiar fica em R$ 58 por integrante que se enquadre nas regras do programa. O benefício complementar garante o mínimo de R$ 691 por família.

Os pagamentos de outubro começam em 19 de outubro e seguem até 30 de outubro, conforme o último dígito do NIS.

Com informações do Metrópoles.