Campinas encerrou o primeiro trimestre de 2026 com 1.291 casos confirmados de dengue e nenhum óbito, segundo dados do painel de monitoramento de arboviroses. Apesar da ausência de mortes, o cenário preocupa pela forte aceleração de casos em investigação nas últimas semanas, indicando tendência de crescimento da doença na cidade.
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Os dados mais recentes mostram que, a partir de fevereiro, houve uma mudança no padrão da curva epidemiológica, com aumento expressivo de notificações ainda em análise. Esse comportamento costuma anteceder elevação nos casos confirmados, o que coloca o município em estado de atenção.
Bairros com mais casos
O levantamento por área de abrangência revela concentração da doença em regiões específicas. Os cinco locais com maior número de notificações são:
- São Bernardo – 93 casos
- Taquaral – 69 casos
- São Quirino – 68 casos
- Centro – 64 casos
- 31 de Março – 58 casos
Na sequência aparecem bairros como Costa e Silva (45), Paranapanema (43) e Barão Geraldo (42), reforçando a disseminação da doença em diferentes regiões da cidade.
Perfil dos pacientes
A análise por faixa etária mostra que a dengue tem atingido principalmente a população adulta. Os maiores volumes de casos estão entre:
- 20 a 29 anos
- 30 a 39 anos
- 40 a 49 anos
Também há incidência relevante entre pessoas de 50 a 59 anos. Em praticamente todas as faixas etárias, há predomínio de casos no público feminino.
Sintomas
Os dados clínicos apontam um padrão claro entre os pacientes diagnosticados. Os sintomas mais frequentes são:
- Febre – presente em 98,6% dos casos
- Dor de cabeça – 84,9%
- Dor no corpo – 81%
- Vômito – 34,2%
- Dor nos olhos – 39,9%
- Dor nas articulações – 18,1%
- Exantema (manchas na pele) – 5,4%
A combinação desses sintomas é um dos principais indicativos da doença e deve levar o paciente a procurar atendimento médico.
Alerta
O avanço recente dos casos em investigação indica que Campinas pode enfrentar novo pico de dengue nas próximas semanas, especialmente com a continuidade das condições climáticas favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti.
A atualização dos dados é considerada dinâmica, e os números podem sofrer alterações conforme novas confirmações laboratoriais são realizadas.
Diante do cenário, autoridades de saúde reforçam a importância de medidas preventivas, como eliminação de água parada, limpeza de recipientes e atenção aos sintomas, para evitar a evolução do quadro epidemiológico.