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PF faz buscas em Valinhos e Vinhedo por venda de dados do SUS

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 1 min
Divulgação/PF
Operação apura uso e comercialização indevida de dados sensíveis de pacientes do SUS por empresa de tecnologia.
Operação apura uso e comercialização indevida de dados sensíveis de pacientes do SUS por empresa de tecnologia.

Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (4) uma operação com desdobramentos diretos em Valinhos e Vinhedo, na região metropolitana de Campinas, para investigar o acesso e a comercialização irregular de dados sensíveis de saúde de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

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Batizada de Operação Glycon, a ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão, sendo dois na região, em endereços ligados à empresa investigada e a seus sócios administradores. Também houve diligências na capital paulista.

Segundo a Polícia Federal, a investigação mira uma estrutura empresarial que utilizava ferramentas baseadas em inteligência artificial para permitir o acesso indevido a informações clínicas sigilosas, mediante consultas por dados identificadores de pacientes.

As apurações começaram após uma notificação do Ministério da Saúde, por meio do DATASUS, que apontou um incidente de segurança cibernética envolvendo um sistema comercializado pela empresa. A ferramenta, destinada a profissionais da área da saúde, teria permitido consultas não autorizadas a dados protegidos por sigilo.

Durante o cumprimento dos mandados em Valinhos e Vinhedo, a Justiça Federal determinou a suspensão imediata de domínios e APIs associados à empresa investigada, como medida para interromper a continuidade da exposição dos dados.

De acordo com a Polícia Federal, os responsáveis poderão responder, em tese, pelos crimes de invasão de dispositivo informático e receptação qualificada de dados, cujas penas, somadas, podem chegar a 13 anos de prisão, além de outros delitos que ainda poderão ser identificados no avanço das investigações.

A Polícia Federal não informou, até o momento, o número de pacientes afetados nem o período em que os dados teriam ficado vulneráveis.

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