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Alerta dengue: 29 bairros em risco alto em Campinas agora

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 3 min
Gemini
Secretaria de Saúde identifica 29 bairros com alto risco para dengue e anuncia reforço nas ações contra o mosquito transmissor em Campinas.
Secretaria de Saúde identifica 29 bairros com alto risco para dengue e anuncia reforço nas ações contra o mosquito transmissor em Campinas.

Prefeitura de Campinas divulgou nesta segunda-feira, 5 de janeiro, o primeiro Alerta de Arboviroses de 2026, documento que aponta 29 bairros com risco elevado de transmissão de dengue. Diante do cenário, a Secretaria de Saúde de Campinas anunciou a intensificação imediata das ações de controle do mosquito transmissor, responsável também pela zika e pela chikungunya.

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O alerta funciona como um instrumento de vigilância e mobilização, direcionando esforços para regiões onde os indicadores epidemiológicos exigem resposta mais rápida. A partir dele, equipes passam a atuar de forma ampliada nos bairros classificados como de alto risco, com foco na eliminação de criadouros e no acesso a imóveis fechados ou recusados anteriormente.

Entre os bairros listados estão áreas das regiões Leste, Norte, Noroeste, Sul, Sudoeste e Sudeste, incluindo localidades como Parque Oziel, Jardim Monte Cristo, Vila Teixeira, Jardim São Gabriel, Parque Industrial, Jardim do Lago e Conjunto Residencial Parque São Bento, entre outras. O alerta também se estende a bairros menores no entorno dessas regiões, considerados vulneráveis pela proximidade geográfica.

  • Leste: Vila Miguel Vicente Cury, Vila Costa e Silva, Parque Brasília.
  • Noroeste: Conjunto Habitacional Parque Floresta, Conjunto Residencial Parque São Bento, Loteamento Residencial Novo Mundo, Jd. Novo Maracanã.
  • Norte: Vila Itália, Vila Proost de Souza, Vila Teixeira, Vila lapi, Jardim Magnólia, Jardim do Vovô, Residencial Parque Bandeirantes.
  • Sudoeste: Jardim Shangai, Recanto do Sol 1, Jardim Mercedes.
  • Sul: Jardim Monte Cristo, Parque Oziel, Jardim do Lago, Vila Pompéia, Cidade Jard?m.
  • Suleste: Jardim São Gabriel, Jardim São Vicente, Vila Formosa, Jardim Bom Sucesso, Jardim Centenário, Fundação Casa Popular, Parque Industrial.

De acordo com a Secretaria de Saúde, o levantamento leva em conta diversos critérios técnicos, como incidência recente de casos, surgimento de novas transmissões, densidade populacional, dificuldades operacionais das equipes e necessidade de reforçar a comunicação direta com os moradores. Mesmo bairros que não aparecem nesta edição seguem sob monitoramento, já que as orientações valem para toda a cidade.

A pasta reforça que o sucesso das ações depende da participação direta da população. Dados da Secretaria Estadual de Saúde indicam que cerca de 80% dos focos do mosquito estão dentro das residências, o que torna essencial a verificação frequente de quintais, calhas, ralos, caixas d’água e recipientes que acumulam água. Pequenas rotinas domésticas, como vedar reservatórios e descartar corretamente resíduos, são decisivas para reduzir a proliferação do vetor.

Durante 2025, Campinas manteve uma estrutura de enfrentamento às arboviroses. Foram realizadas mais de 1,39 milhão de visitas a imóveis, além de ações de nebulização costal e veicular, mutirões regionais e retirada de mais de 53 mil toneladas de resíduos. O município também investiu na capacitação de servidores, lideranças comunitárias e profissionais de saúde, além da instalação de armadilhas em pontos estratégicos para monitoramento do mosquito.

A Secretaria orienta que os moradores recebam os agentes identificados, fundamentais para o trabalho preventivo. Em caso de dúvida sobre a atuação das equipes, a população pode entrar em contato pelo telefone 156, em dias úteis, ou pelo 199, aos fins de semana e feriados. Informações atualizadas sobre a dengue estão disponíveis no portal oficial do município.

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