OPERAÇÃO OFF WHITE

Seis presos e um morto em operação do Gaeco contra o PCC

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Ação do Gaeco e do Baep cumpre mandados em Campinas e região contra esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC; seis presos e um morto em confronto.
Ação do Gaeco e do Baep cumpre mandados em Campinas e região contra esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC; seis presos e um morto em confronto.

Ministério Público de São Paulo deflagrou nesta quinta-feira (30) a Operação Off White, com o objetivo de desarticular um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o Gaeco de Campinas, responsável pela investigação, o grupo movimentou mais de R$ 20 milhões em transações financeiras suspeitas.

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A ação cumpre nove mandados de prisão preventiva e onze de busca e apreensão em Campinas, Artur Nogueira, Mogi Guaçu e outras cidades. Até o fim da manhã, seis pessoas haviam sido presas, enquanto três alvos permaneciam foragidos. A ofensiva é realizada em parceria com o 1º Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar (Baep).

Durante o cumprimento dos mandados, houve confronto armado em Sousas, distrito de Campinas. Um dos investigados, que era alvo de busca, foi morto no local após reagir à abordagem. Segundo a polícia, ele estava armado com duas pistolas.

Entre os presos está Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”, apontado como um dos principais alvos da operação. Magrini já teve antecedentes por homicídio, formação de quadrilha, receptação e uso de documentos falsos, e chegou a ser preso em 2012 em Bom Jesus dos Perdões, na região de Atibaia. Nos últimos anos, se apresentava nas redes sociais como influenciador digital e produtor rural, publicando imagens de carros de luxo, viagens e encontros com celebridades.

Outros investigados são Sérgio Luís de Freitas, o “Mijão”, e Álvaro Daniel Roberto, o “Caipira”, considerados entre os maiores traficantes em atividade no país. Eles são suspeitos de envolvimento no plano para matar o promotor Amauri Silveira Filho, do Gaeco de Campinas, revelado em agosto. “Mijão” é descrito como uma das lideranças da facção nas ruas, enquanto “Caipira” chegou a integrar a lista de procurados da Interpol.

De acordo com o Ministério Público, a investigação revelou conexões entre traficantes e empresários, que utilizavam empresas de fachada e transações imobiliárias para ocultar a origem ilícita dos recursos. O Gaeco afirma que o grupo acumulava patrimônio oriundo do tráfico de drogas há anos, inclusive com imóveis de alto padrão.

A 4ª Vara Criminal de Campinas autorizou, além das prisões, o bloqueio de 12 imóveis de luxo e o bloqueio de valores em contas bancárias dos investigados. A operação segue em andamento, e as autoridades continuam buscando os foragidos e analisando o material apreendido.

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