EDUCAÇÃO SUPERIOR

Unicamp abre novos centros com foco em tecnologia e matemática

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
Com apoio da Fapesp, dois centros vão reunir mais de 80 pesquisadores e abrir mais de 350 bolsas para estudantes.
Com apoio da Fapesp, dois centros vão reunir mais de 80 pesquisadores e abrir mais de 350 bolsas para estudantes.

Dois novos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) começam a funcionar na Unicamp com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Os projetos serão conduzidos no Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW) e no Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica (Imecc), com o objetivo de fomentar pesquisas em sensores tecnológicos e transformar o ensino de matemática no país.

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No IFGW, foi criado o Centro de Pesquisa e Inovação de Materiais Inteligentes e Quânticos (Crisquam), coordenado pelo físico Daniel Ugarte. Com um orçamento de R$ 40 milhões, o centro terá cinco anos de duração, com possibilidade de renovação, e deve envolver cerca de 50 cientistas e pelo menos 100 bolsistas. O foco será no desenvolvimento de materiais aplicados a sensores para diversas áreas, como saúde, meio ambiente e agricultura.

A proposta foi aprovada integralmente, com tudo o que solicitamos. Teremos infraestrutura moderna e apoio teórico e prático para avançar com pesquisas de alto impacto”, disse Ugarte. Entre os projetos previstos estão sensores de uso agrícola, como os que detectam nitrogênio no solo, e também tecnologias para controle de qualidade de alimentos ou identificação de substâncias dopantes em atletas.

A estrutura do Crisquam será organizada em três áreas principais: materiais avançados, tecnologias viabilizadoras e computação quântica. Um encontro internacional com especialistas em sensores já está sendo planejado para janeiro de 2026, com presença confirmada de quatro convidados estrangeiros.

No Imecc, o destaque é a criação do Centro Brasileiro de Geometria (CBG), sob coordenação do professor Marcos Benevenuto Jardim. O projeto, que deve entrar em operação em outubro, contará com um orçamento de R$ 32 milhões, voltado majoritariamente para a formação de pesquisadores. A meta é oferecer 245 bolsas, número que pode subir para 265.

O centro terá a participação de docentes da USP, Unesp, UFSCar e UFABC, e vai implementar três polos de difusão do conhecimento voltados ao ensino da matemática por meio de ferramentas tecnológicas como o GeoGebra e impressoras 3D. “São salas de aula não tradicionais, que vão promover formação complementar para alunos e professores”, explicou Jardim.

Outro destaque do CBG é o desenvolvimento de uma linguagem matemática em Libras, coordenado pelo professor Marcelo Firer, além de projetos com aprendizado de máquina e redes neurais para resolver problemas complexos de pesquisa.

A expectativa dos coordenadores é consolidar os dois centros como estruturas permanentes, capazes de integrar pesquisa de ponta, inovação e impacto social. Os projetos da Unicamp integram um grupo de 29 Cepids apoiados pela Fapesp, incluindo iniciativas na USP, Unesp e CNPEM.

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