Almoçar em restaurantes é uma opção prática para quem trabalha longe de casa, e até por isso muitas empresas pagam benefícios como vale-refeição, com valores diários. Mas será que o valor do seu vale está dando para almoçar bem em Campinas?
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Um levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT) aponta que comer fora de casa ficou em média 10,7% mais caro neste ano em comparação com o ano passado. O preço médio subiu de R$ 43,18 em 2023 para R$ 47,78 neste ano. Na metodologia adotada o valor considera um prato, uma bebida (suco, refrigerante), uma sobremesa e um café.
E como faz?
Para quem trabalha fora de casa é preciso se desdobrar para lidar com os preços. O jornalista Guilherme Benedito conta que compra o almoço pronto em média 4 vezes por semana, e dá uma dica para quem quer gastar menos. "Quando dá pra ir em algum restaurante perto do trabalho eu opto pelo prato feito, que geralmente é mais barato, varia de R$ 22 a R$ 25, pois os self-services, especialmente na região aqui da Norte-Sul, do Proença, é muito caro, o quilo é R$ 89 reais, por isso que eu opto ou pelo prato feito, ou então eu peço o marmitex mesmo em plataformas de entrega", conta ele, que diz que às vezes até cozinha e leva a comida pronta para o trabalho, mas nem sempre isso é possível. "Não tenho tempo de cozinhar, né, então acabo tendo que pagar pela praticidade".
Aumento em 3 das 4 categorias pesquisadas
- Comercial/Prato Feito: O valor médio para o prato feito subiu de R$ 32,02 para R$ 37,65, o que representa um aumento de aproximadamente 17,7%.
- Autosserviço/Quilo: Neste segmento, o preço médio passou de R$ 41,14 para R$ 50,32, registrando um expressivo aumento de 22,3%.
- À La Carte: O preço médio das refeições à la carte também teve uma alta, de R$ 79,04 para R$ 88,52, o que representa um acréscimo de 11,9%.
- Em contraste com as tendências de alta, a categoria Executivo apresentou uma redução de preço. O valor médio caiu de R$ 53,27 para R$ 44,30, resultando em uma diminuição de 16,9%, o que ajudou a fazer com que a alta do preço médio fosse menor.
Poderia ser pior
O valor médio na cidade, de R$ 47,78, está abaixo do verificado em toda a região sudeste, que é de R$ 54,54, que é disparada a região cm o preço médio mais caro do país (as demais ficam abaixo de R$ 50). No Brasil a média é de R$ 51,61.
No comparativo de Campinas com outras cidades do estado analisadas, Campinas tem o terceiro preço médio mais baixo, ficando atrás apenas de São Bernardo do Campo e Ribeirão Preto.
- São Bernardo do Campo: R$ 43,78
- Ribeirão Preto: R$ 45,74
- Campinas R$ 47,78
- Diadema: R$ 49,12
- São Caetano do Sul: R$ 49,15
- Sorocaba: R$ 49,52
- São José dos Campos: R$ 50,25
- Santos: R$ 52,52
- Jundiaí: R$ 53,01
- Santo André: R$ 59,21
- São Paulo: R$ 59,67
- Barueri: R$ 60,95
- Guarulhos: R$ 63,05
- Osasco: R$ 68,34
O levantamento
A Pesquisa Preço Médio avalia da ABTT é realizada anualmente em todo o país, e leva em conta o valor que o trabalhador paga ao fazer refeições fora de casa, durante o almoço em restaurantes que aceitam vouchers/cartões refeição. Foram analisados 5.640 estabelecimentos em todo o país