FATAL

Motociclistas são as principais vítimas de trânsito em Campinas

Em 2023, um total de 159 pessoas morreram em acidentes; 83 eram condutores de motos ou garupas.

Por Andréia Marques | 3 dias atrás | Tempo de leitura: 2 min
Especial para a Sampi

Condutores de moto e garupas representaram mais da metade das mortes no trânsito
Condutores de moto e garupas representaram mais da metade das mortes no trânsito

Os motociclistas seguem no topo da lista de vítimas no trânsito em Campinas. Segundo o último levantamento da Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), os condutores de moto e garupas representaram mais da metade das pessoas que morreram em acidentes no trânsito: 52%.

Ao longo de 2023, um total de 159 pessoas perderam a vida em acidentes ocorridos nas ruas e avenidas da metrópole. Deste total, 83 eram condutores de motos ou garupas. Os números não param de crescer. Só nesta semana, foram duas mortes: um homem de 44 anos e uma jovem de 24 anos.

O caso mais recente aconteceu na última quarta-feira (15) na Rodovia Anhanguera. Segundo a Polícia Rodoviária, Wagner Rodrigues Moreira caiu na pista e não resistiu aos ferimentos. A polícia ainda investiga o que causou a queda.

Um outro acidente ocorrido no mesmo dia também ajuda a engrossar as estatísticas de mortes de motociclistas no trânsito. Uma mulher de 24 anos morreu após ter a moto que pilotava atingida por um ônibus do transporte público coletivo na região do Campo Belo, em Campinas. A vítima Alessandra Martins dos Santos teve uma colisão com as rodas e morreu no local. O caso foi levado e registrado no plantão policial da 2ª Delegacia Seccional.

Quem precisa pilotar pela metrópole fica assustado. O motoboy Lucas Luz trabalha com entrega há seis anos e já sofreu acidentes.”Alguns motoristas em Campinas estão desesperados, outros parecem jogar o carro em cima da gente de propósito. Tenho que redobrar a atenção durante o trabalho”, contou.

A preocupação não é exagero. Segundo a Emdec, um motociclista morreu a cada quatro dias no ano passado. A violência no trânsito muda a rotina até de quem precisa trabalhar. O motoboy Ronaldo Carlos Ferreira trabalha só durante o dia. “Evito rodar à noite. Às vezes tenho entregas, mas não saio. Aqui parece que ninguém respeita os motoboys”, avaliou ele.

Outros dados

Ainda de acordo com os dados da Emdec, 44 foram pedestres, 26 estavam em carros ou outros veículos e seis eram ciclistas. A maioria das mortes aconteceu em rodovias, com 80 vítimas fatais. Porém os números em vias urbanas são muito próximos, com 79 mortes.

Para o presidente da Emdec, Vinícius Riverette, o desrespeito às regras de trânsito ainda é um desafio. “ Se  a sociedade entender regras, atravessar na faixa e assim você vai viver. O desrespeito às normas pode gerar uma morte a mais na cidade"

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