20 de outubro de 2026
CÂMARA

Sessão na Câmara tem protesto, suspensão e reajuste de 82%

Por Redação | de botuca
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Imagens: TV Câmara
Plenário da Câmara de Botucatu durante a sessão de segunda-feira (19).

A sessão da Câmara Municipal de Botucatu da noite de segunda-feira (19) ainda repercute na cidade. Com o plenário lotado, moradores protestaram contra o reajuste de 82% no subsídio dos vereadores e contra a proposta de ampliar a Casa de 11 para 17 cadeiras.

A tensão fez o presidente da Câmara, vereador Antônio Carlos Vaz de Almeida, o Cula, suspender os trabalhos por cerca de 15 minutos. Em um momento da sessão, ele foi chamado de "ditador" por manifestantes. Cula pediu silêncio várias vezes e avisou que quem desrespeitasse as regras poderia ser retirado pela Guarda Civil Municipal.

O Regimento Interno da Câmara não permite manifestações do público durante as sessões. Mesmo assim, os protestos se repetiram em diferentes momentos, com cobranças pela retirada dos projetos.

No fim da sessão, a proposta de emenda à Lei Orgânica que ampliava a Câmara de 11 para 17 vereadores foi retirada da pauta. Já o projeto de resolução nº 6/2026 foi aprovado por 7 votos a 3. Ele eleva o subsídio dos vereadores de R$ 5.813,97 para R$ 10.600, e o do presidente, de R$ 7.399,60 para R$ 13.600, e cria o 13º. Os novos valores valem apenas para a legislatura 2029–2032.

Votaram a favor Erika da Liga do Bem, Lelo Pagani, Valmir Reis, Nuno Garcia, Welinton Japa, Zé Fernandes e Thiago Padovan. Votaram contra Abelardo, Carlos Trigo e Mário Ielo. Cula não votou.

Entenda como foi: Câmara de Botucatu retira 17 cadeiras e aprova reajuste de 82%