REGIÃO

Operação Stalker: Polícia Civil investiga perseguição virtual

Por Da Redação | Polícia Civil (DIG de Avaré)
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Avaré, deflagrou na manhã desta quinta-feira (5) a Operação Stalker, na região de Campinas, para investigar os crimes de ameaça, importunação sexual e perseguição virtual, conhecida como cyberstalking. Os policiais cumpriram um mandado judicial de busca e apreensão na casa de um homem de 36 anos, em Hortolândia (SP), e apreenderam um celular que, segundo a polícia, pode ajudar a esclarecer os fatos.

A investigação começou em julho, quando uma mulher de 43 anos procurou a Polícia Civil e relatou estar sendo importunada de forma repetida por mensagens recebidas pela internet. Segundo ela, os contatos, feitos principalmente pelo Messenger, do Facebook, passaram a incluir propostas de natureza sexual, ofensas e ameaças de agressão física. A mulher disse que a situação causou abalo psicológico e medo pela própria integridade. Ela guardou as conversas e os arquivos recebidos e os apresentou aos investigadores.

De acordo com a polícia, o suspeito usava um perfil na rede social para procurar a mulher com frequência, mesmo sem resposta e depois de ser rejeitado. As mensagens traziam conteúdo sexual explícito, e, em uma delas, ele teria ameaçado agredi-la. Os investigadores fizeram levantamentos técnicos e pediram dados cadastrais ao Facebook e à operadora de telefonia ligada ao perfil. O cruzamento das informações e a análise de imagens permitiram identificar o homem e relacioná-lo, em tese, às mensagens. Com base nesses indícios, a Polícia Civil pediu à Justiça o mandado de busca, cumprido hoje.

Durante a operação, o investigado afirmou aos policiais que manteve conversas com a mulher e enviou imagens íntimas. Segundo o relato dele, ele instalava o aplicativo para fazer os contatos e depois o apagava do celular, para que outra pessoa não descobrisse as conversas. O homem também disse que já teve comportamento semelhante com outras mulheres, o que poderá ser aprofundado na investigação. Ele negou ter ameaçado a vítima e disse que as mensagens tinham apenas conotação sexual, sem intenção de intimidar ou causar dano. As declarações serão confrontadas com os registros eletrônicos, depoimentos e demais provas.

O celular apreendido, da marca Apple, foi recolhido para a identificação de possíveis vestígios digitais. A investigação continua com a DIG de Avaré, que tenta esclarecer a dinâmica dos fatos, a extensão dos contatos e a possível existência de outras vítimas. O caso é apurado, em tese, como ameaça, importunação sexual e perseguição reiterada por meio eletrônico, e a classificação jurídica final ainda será definida. O homem não foi preso.

Quem sofre ameaça, perseguição ou violência pode pedir ajuda. O Ligue 180 é a Central de Atendimento à Mulher, funciona 24 horas e é gratuito. Em caso de risco imediato, ligue 190.

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