POLÍCIA

Suspeito de arrastar ex grávida com moto é preso em Botucatu

Por Redação | Polícia Civil
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Divulgação
Ele a segurou pelo braço e acelerou a moto, arrastando-a por cerca de cinco metros, diz boletim
Ele a segurou pelo braço e acelerou a moto, arrastando-a por cerca de cinco metros, diz boletim

Um homem de 27 anos foi preso em flagrante na tarde de domingo (1º), em Botucatu, suspeito de arrastar a ex-companheira, de 26 anos, com uma motocicleta. Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Civil, a mulher está grávida de cerca de 12 semanas, e o homem é o pai da criança.

O relato da mulher

A Patrulha Maria da Penha, da Guarda Civil Municipal (GCM), foi chamada para atender um caso de violência doméstica no Pronto-Socorro Adulto, onde a mulher procurou atendimento. Ela contou aos guardas que, poucas horas antes, foi abordada pelo ex-companheiro, que estava de moto, e passou a ofendê-la, insistindo para que ela subisse no veículo, mesmo com a recusa.

Segundo ela, o homem entregou um capacete e ameaçou atingi-la com ele. A mulher disse que segurou o capacete para se defender, e que ele a segurou pelo braço e acelerou a moto, arrastando-a por cerca de cinco metros. Ela afirmou que tentou correr ao lado do veículo para não cair. Um morador pediu que ele parasse, mas, segundo ela, o homem acelerou com força e ela caiu no asfalto, rolando duas vezes.

O laudo médico apresentado registra escoriações no braço esquerdo e na perna esquerda. A mulher também relatou ter sido ofendida com palavras de baixo calão e ameaçada de morte, e disse que as agressões, as ameaças e as ofensas são recorrentes no relacionamento.

A versão do homem

Enquanto os guardas ouviam a mulher no pronto-socorro, ela viu o homem nas proximidades e avisou a equipe. Ele foi abordado, e na busca pessoal nada de ilícito foi encontrado. Segundo o boletim, ele confirmou a discussão e disse ter acelerado a moto, mas negou o arrastamento e afirmou que a mulher se jogou ao chão. A moto ficou no local e não foi apreendida.

Decisão da delegacia

A autoridade policial ratificou a prisão em flagrante pelo crime de ameaça contra a mulher por razões da condição do sexo feminino. Também foram imputados, em tese, lesão corporal e injúria, no contexto da Lei Maria da Penha. A autoridade de plantão pediu a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. O pedido cita a gravidez da mulher, as ameaças reiteradas, inclusive no hospital, e o histórico de violência relatado por ela. A decisão agora cabe à Justiça.

Como pedir ajuda

Em caso de violência doméstica, ligue 190, da Polícia Militar, ou 180, a Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas e é gratuita.

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