Nenhum atleta profissional brasileiro ou de toda a América do Sul correu uma maratona mais rápido do que Daniel Ferreira do Nascimento, o Danielzinho, que é, desde 2022, o recordista sul-americano nos 42 quilômetros e 195 metros. Ele estabeleceu a marca de 2h04min51s na Maratona de Seul, na Coreia do Sul, em 17 de abril daquele ano. Esse resultado superou um recorde histórico que pertencia ao também brasileiro Ronaldo da Costa. Em 1998, Ronaldo correu a Maratona de Berlim em 2h06min05s, marca que permaneceu intacta durante 24 anos.
Para se ter uma noção da velocidade absurda de Danielzinho, principalmente para quem corre ou está envolvido com a corrida, o pace (tempo por quilômetro) foi de incríveis 2min58s por quilômetro. E, para quem corre 10 quilômetros nas provas de rua, a marca de Danielzinho também impressiona nos 10 km: 29 minutos e 20 segundos.
Natural de Paraguaçu Paulista, Danielzinho, de 28 anos, chegou a liderar parte da maratona dos Jogos Olímpicos de Tóquio ao lado do lendário maratonista queniano Eliud Kipchoge. Conforme o JCNET vem noticiando, o atleta integrou a Associação Bauruense de Desportes Aquáticos (ABDA) entre 2018 e 2021. Ele passa por problemas psicológicos após uma suspensão de cinco anos por doping. Danielzinho treinava com a namorada no Quênia, em 2024, quando ambos fizeram uso de substâncias proibidas pela Agência Mundial Antidoping (Wada). A punição foi severa e vai até 2029, tirando-o de dois ciclos olímpicos. Neste sábado (1.º), ele foi encontrado com vida na cidade de São Paulo, após 44 dias desaparecido. Danielzinho foi localizado em situação de rua na zona leste da capital. A mãe dele, Valdirene, não descansou até reencontrar o filho. Ainda assim, o atleta precisa de ajuda, e a Federação Paulista de Atletismo (FPA) e a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) vêm sendo cobradas por internautas para auxiliá-lo a se reerguer, principalmente com acompanhamento psicológico.
LEIA TAMBÉM
Atleta olímpico, ex-ABDA, é achado nas ruas de SP; VÍDEO