A Secretaria da Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo garantiu que reforçará, por meio da Polícia Militar de Bauru, o patrulhamento ostensivo na região central da cidade com o objetivo de reduzir os recentes índices de furtos contra comerciantes. A informação foi enviada ao JCNET após a publicação da notícia sobre os protestos realizados por lojistas e trabalhadores, que exibiram placas com as mensagens “Luto” e “Estamos sendo roubados” (veja mais abaixo).
A reportagem procurou primeiro o Comando da Polícia Militar do Estado de São Paulo, da Capital, que não respondeu. Depois, a SSP informou que acompanha de forma permanente os indicadores criminais para direcionar o efetivo às regiões com maior necessidade operacional e mantém ações contínuas de policiamento ostensivo e investigação na região central de Bauru.
"A Polícia Militar reforçará o patrulhamento na área, ampliando a presença do efetivo para aumentar a sensação de segurança e coibir a prática de crimes. Neste ano, os roubos em geral registraram queda de 8,49% na cidade de Bauru. No mesmo período, as forças de segurança prenderam ou apreenderam cerca de 1,2 mil infratores e retiraram 37 armas de fogo de circulação. Além do policiamento preventivo, o município conta com a atuação especializada da Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Bauru, responsável por investigações qualificadas e pelo combate às organizações criminosas e aos crimes patrimoniais", finaliza a nota da SSP encaminhada ao JCNET.
Conforme o JCNET noticiou, segundo Valdeci Sezinando, comerciante bauruense de 59 anos, o movimento de protesto com placas é uma iniciativa de um grupo da rua Ezequiel Ramos e adjacências. O intuito foi despertar a atenção das autoridades competentes. "Desde que estou aqui, há oito anos, sempre convivi com essa situação de insegurança. Meu estabelecimento já foi alvo de vários furtos (de pequena e média monta), principalmente de fiação elétrica. As viaturas passam regularmente durante o dia, mas as ocorrências acontecem à noite e de madrugada”, comentou ele.
Valdeci acrescentou que os comerciantes estão inseguros e insatisfeitos. “Não temos paz para trabalhar. Encerramos o expediente e vamos para casa preocupados com o dia seguinte, sem saber se vai acontecer algum crime ou não. Difícil!”, frisa. O comerciante também reclama que não existe um alvo específico para os ladrões: “Furtam de tudo!”.
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