09 de julho de 2026
VOLTA ÀS AULAS

Com banimento de celular, estudantes já criam novos interesses

Por Tisa Moraes | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
FourC/Divulgação
No horário de intervalo, alunos fazem atividades lúdicas, como jogos de tabuleiro ou cartas

Em escolas particulares de Bauru onde a volta às aulas ocorreu na última segunda (27), os benefícios da proibição do uso de dispositivos eletrônicos portáteis com acesso à Internet, como celulares, tablets e relógios inteligentes, já começaram a ser sentidos. Segundo educadores, os estudantes têm interagido mais uns com os outros e dado sinais de que estes aparelhos já não são tão indispensáveis quanto pareciam.

Na FourC Bilingual Academy, por exemplo, os alunos têm usado o horário de intervalo para atividades lúdicas com os amigos, como jogos de tabuleiro ou cartas. "Eles estão prestando mais atenção às aulas, produzindo mais e tem até uma turma que está se organizando para fazer um pequeno centro de artesanato", comenta o coordenador do Ensino Médio da escola, Arthur Bertagia de Souza. Ele destaca que o rápido resultado reflete o trabalho da unidade em envolver estudantes e famílias na discussão e implementação do banimento dos aparelhos. "Explicamos sobre a lei e como ela impactaria na nossa rotina, criando um senso de compreensão e dando a eles o direito de fala. Como temos um pilar muito forte em cidadania, eles conseguiram se enxergar como parte da solução, sabendo que esta proibição está ocorrendo no mundo todo e por quais motivos", frisa.


Arthur Bertagia de Souza, coordenador do Ensino Médio da FourC (Foto: FourC/Divulgação)

Na FourC, os celulares são armazenados em caixas que ficam depositadas na sala da coordenação. No horário de almoço dos alunos, que estudam em período integral, há autorização para uso do celular por dez minutos, tempo que, segundo Souza, muitos já dispensam.

Já no Colégio GBI, os equipamentos dos matriculados até o quinto ano do ensino fundamental ficam guardados nos armários dos professores e do sexto ano até o ensino médio, em caixas com senha dispostas nas salas de aula, sempre embalados e com identificação dos donos. A adaptação, segundo a instituição, foi tranquila e, atualmente, a maioria dos estudantes não leva mais celulares para a unidade.

"Eles têm socializado mais, sempre em algum grupo, fazendo atividades, uns jogando ping-pong, outros conversando ou brincando com cartas de Uno, todos interagindo juntos", comemora, em nota, a escola.

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