09 de julho de 2026
MESA DIRETORA

Júnior derrota oposição dividida e é eleito presidente da Câmara

Por André Fleury Moraes - Atualizada às 6h | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Pedro Romualdo/Câmara de Bauru
Os vereadores Júnior Rodrigues (PSD), Estela Almagro (PT) e Miltinho Sardin (PTB) em conversa reservada na sessão de ontem

O vereador José Roberto Segalla (União Brasil) resumiu tudo numa única frase. "Viemos votar já sabendo do resultado", afirmou, momentos antes de mencionar o nome de Júnior Rodrigues, sua preferência para a Presidência da Câmara nos próximos dois anos. Não deu outra.

Aos 32 anos, o vereador Júnior Rodrigues (PSD), líder da prefeita Suéllen Rosim (PSC) no Legislativo até anteontem (14), foi o escolhido para comandar a Casa nos próximos dois anos. Ele assume a cadeira em 1º de janeiro do ano que vem. A sessão ocorreu na manhã desta quinta-feira (15).

Júnior passou por cima de uma oposição dividida, da qual também conseguiu votos, e derrotou os candidatos Júnior Lokadora (PP) e Mané Losila (MDB), cujas votações nem chegaram perto da que obteve Rodrigues.

Numa surpreendente articulação, Júnior conquistou o apoio de toda a base governista na Câmara e, de quebra, conseguiu os votos da petista Estela Almagro e do vereador José Roberto Segalla (União Brasil), duas personalidades que se mantêm na oposição a Suéllen.

Antes do início da votação, no momento em que os partidos indicavam os candidatos de sua preferência para a disputa, a oposição chegou a pedir a suspensão da sessão para reunir os vereadores e buscar uma saída ao nome de Júnior - que àquela altura já era o virtual favorito.

O presidente Markinho Souza (PSDB) colocou o pedido em votação, mas ele foi rejeitado pela maioria dos vereadores. Restava a fala no púlpito para costurar uma alternativa - e só poderiam discursar os candidatos à Presidência. Foi quando começaram as indicações.

Entraram oficialmente na disputa os vereadores Coronel Meira (União Brasil), Eduardo Borgo (PMB), Pastor Bira (Podemos), Mané Losila (MDB), Júnior Lokadora (PP) e Júnior Rodrigues (PSD). Os três primeiros renunciaram antes do início da votação para apoiar Lokadora - à exceção de Pastor Bira, que votou em Mané Losila.

Todos os que foram alçados a candidatos - tenham eles renunciado ou não - discursaram para os colegas. Borgo e Meira centralizaram as declarações alertando os colegas de que seria um risco entregar a Presidência a alguém que outrora foi líder da prefeita. Não conseguiram convencer a maioria.

Mané Losila, por sua vez, defendeu a implementações de soluções digitais ao Legislativo. Júnior Rodrigues, enquanto isso, garantiu uma Câmara independente caso fosse eleito (leia mais).

Logo na sequência da eleição de Júnior, Serginho Brum (PDT) emplacou seu nome como vice-presidente. Atual dirigente da Casa, Markinho Souza (PSDB) será o primeiro-secretário da mesa diretora. Miltinho Sardin (PTB), por sua vez, foi eleito segundo-secretário.

TENSÃO

A sessão da eleição à mesa diretora da Câmara teve momentos conflituosos entre vereadores e o atual presidente, Markinho Souza. Especialmente quando houve um segundo pedido de suspensão da reunião.

A solicitação incomodou o tucano, uma vez que a mesma medida já havia sido rejeitada em votação anterior. "O pedido está indeferido", bradou Markinho, sob protesto de Eduardo Borgo e demais parlamentares da oposição. Em tom jocoso, Coronel Meira e Chiara Ranieri passaram a se referir ao tucano como "majestade".

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