Nesta sexta-feira (6), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) ofereceu a terceira denúncia contra envolvidos nos desvios de recursos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Bauru. Entre os seis acusados por organização criminosa e peculato estão empresários que emitiram notas fiscais falsas para, juntamente com dirigentes da Apae, desviarem recursos da associação.
As investigações tiveram início em agosto de 2024, após o desaparecimento da secretária executiva da Apae Claudia Lobo, o que culminou na descoberta de um crime de homicídio e da existência de amplo esquema estruturado para desvios e apropriações de recursos da entidade. O ex-presidente da Apae, Roberto Franceschetti Filho, foi condenado pelo assassinato de Claudia e pela ocultação do corpo dela.
A primeira denúncia, contra 13 pessoas, foi apresentada em 19 de dezembro de 2024. Entre os alvos, estavam dois ex-presidentes e dois coordenadores financeiros da associação beneficente, que respondem por crimes de organização criminosa e peculato.
Com o aprofundamento das apurações e a produção de novas provas, a segunda denúncia chegou à Justiça em 26 de maio deste ano, afetando nove pessoas e imputando a elas crimes de lavagem de capitais, falsidade documental e peculato. Naquela oportunidade, uma das acusadas era uma advogada que atuou na instituição e integrou a organização criminosa que desviou valores.
Com a denúncia desta sexta-feira, chega a 17 o total de denunciados pelo Gaeco. Os nomes dos denunciados não foram divulgados pelo MP.