A Polícia Civil deflagrou, nesta quarta-feira (4), a Operação Absconso, contra uma organização criminosa ligada a uma facção que controlava pontos de venda de drogas no Jardim Ouro Verde, em Bauru, onde sete suspeitos foram presos na cidade. Segundo a investigação, neste esquema milionário, o grupo era abastecido com entorpecentes provenientes da região da Grande São Paulo. O indivíduo apontado como chefe do esquema, apelidado de Maradona, já havia sido preso em etapa anterior das investigações no Ceará em agosto deste ano. A Polícia Civil reúne 25 suspeitos, sendo três adolescentes e ainda realizou, por meio da Justiça, o bloqueio de cinco contas bancárias, até o limite de R$ 1,2 milhão.
Durante o trabalho investigativo, policiais e outras forças de segurança também realizaram prisões em flagrante e apreenderam adolescentes envolvidos com a organização. Entre as ocorrências estão a apreensão de mais de 4.800 porções de drogas variadas, em fevereiro de 2026, e de aproximadamente 3 mil porções, em julho. Outras cargas com milhares de porções também foram interceptadas no pedágio de Agudos (a 13 quilômetros de Bauru).
Ao todo, foram expedidos 17 mandados de busca e apreensão, dos quais 12 foram cumpridos nesta quarta-feira: sete em Bauru, três em Santo André, um em Ribeirão Pires e um em Suzano. Outros cinco já haviam sido cumpridos em Bauru durante as investigações. Durante a operação, foram apreendidos dez celulares, dois veículos (um Audi e um Renault Logan), R$ 830 em dinheiro, uma pistola calibre .380 com numeração raspada, uma espingarda e munições. Uma grande e diversificada quantidade de drogas também foi localizada e ainda estava sendo contabilizada pela Polícia Civil.
As provas reunidas serão compartilhadas com o Setor Especializado de Combate à Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro (Seccold), do Deic, para aprofundar a investigação patrimonial da organização criminosa. A ação foi realizada pela 2ª Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), vinculada à Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Bauru.
A apuração começou em setembro de 2025 e durou cerca de 13 meses. Nesse período, os policiais identificaram a estrutura da organização, desde a chefia, exercida à distância, até o armazenamento, fracionamento e embalagem das drogas na região do ABC paulista. Também foram identificados o transporte semanal dos entorpecentes até Bauru, a gerência dos pontos de venda e o recolhimento do dinheiro obtido com o tráfico, além da movimentação financeira em contas de terceiros.