RELIGIÃO

Santuário de Aparecida terá seis missas no Dia de Finados; SAIBA

Por Da redação | Aparecida
| Tempo de leitura: 4 min
Reprodução/A12
Santuário Nacional de Aparecida
Santuário Nacional de Aparecida

O Santuário Nacional de Aparecida preparou uma programação especial para o Dia de Finados, celebrado nesta segunda-feira (2). Ao longo do feriado, serão realizadas seis missas na Basílica, em horários diferentes, para acolher os fiéis que desejam rezar e homenagear familiares e amigos que já morreram.

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As celebrações estão programadas para 6h45, 9h, 10h30, 12h, 16h e 18h. São esperados milhares de romeiros para as celebrações na Basílica.

A data é marcada pela tradição católica de oração pelos fiéis falecidos e representa um momento de saudade, memória e reflexão sobre a vida eterna. 

O Dia de Finados tem origem na tradição da Igreja Católica e começou a ganhar força por volta do século 11, na França. A celebração é dedicada à oração pelas almas dos mortos e, apesar de ter a morte como tema central, sua mensagem religiosa está ligada à esperança na ressurreição.

“Nossa fé não é na morte, nossa fé é na vida. Cremos na vida eterna, a morte é apenas uma passagem. Se não fosse assim, Jesus não teria dito que na casa do Pai há muitas moradas e que iria preparar para nós um lugar”, explicou o padre Lucas Emanuel.

“A brevidade da vida, estamos nesse mundo de passagem, somos peregrinos, caminhantes, romeiros, nosso ponto de chegada é o céu. Por isso é importante que nesta vida vivamos a presença de Deus como uma antecipação do céu, experimentar aqui na terra essa realidade divina que também contemplaremos no céu”, afirmou o missionário redentorista padre Diego Antônio da Silva.

Todos os Santos

Antes da programação de Finados, o Santuário Nacional celebrou no domingo (1º) a Solenidade de Todos os Santos. A missa das 8h, no Altar Central, foi presidida pelo arcebispo emérito de Aparecida, dom Orlando Brandes, que destacou a santidade como um caminho possível para todos os cristãos.

A celebração contou com a participação de dom Argemiro de Azevedo, bispo da Diocese de Assis (SP), além de outros sacerdotes.

Durante a homilia, dom Orlando afirmou que a santificação começa com o batismo e se fortalece por meio da participação na vida da Igreja, especialmente nas missas e nos sacramentos.

Ao comentar as leituras bíblicas, o religioso destacou a importância da comunhão com Jesus Cristo e lembrou que todos os cristãos são chamados a viver como filhos de Deus.

“Somos filhos e filhas de Deus, purificados do pecado original. Se a gente tiver a força e a graça de viver o batismo, eu sou filho de Deus muito amado, eu sou filha de Deus muito amada, estamos no caminho certo da santidade e um dia faremos parte da grande comunhão gloriosa dos santos no céu, que intercedem por nós, pela nossa santificação”, afirmou.

Santidade no dia a dia

Dom Orlando ressaltou que a santidade não é um objetivo restrito a pessoas consideradas perfeitas ou que tiveram uma trajetória religiosa exemplar. Segundo ele, mesmo quem reconhece os próprios erros pode mudar e seguir esse caminho.

“Ah, eu sou muito pecador, isso aí não é argumento não, porque você e eu, grandes pecadores, podemos nos tornar grandes santos. A Igreja está cheia de grandes pecadores, que se tornaram talvez os maiores santos da nossa fé católica”, disse.

O arcebispo emérito também explicou que os santos devem ser vistos não apenas como intercessores, mas como exemplos de vida e perseverança. Para ele, a devoção precisa inspirar os fiéis a buscar mudanças nas próprias atitudes.

“As santas e os santos são exemplos para nós, não é só pedir: meu santo me ajude, porque tem a intercessão; mas eu devo pedir para esse mesmo santo, de quem eu sou devoto, que eu seja santo também, que eu seja santa também, e ser santo é a gente ser melhor do que é”, afirmou.

Na reflexão, dom Orlando também lembrou uma mensagem do papa Francisco sobre a importância da santidade para a Igreja e defendeu que os cristãos procurem transformar a própria realidade, em vez de concentrar esforços em criticar outras pessoas.

Ele ainda destacou que a santificação pode acontecer nas tarefas mais simples, no trabalho e nas atividades cotidianas.

“A CNBB, em um grande documento, nos ensinou como é que os leigos e leigas são santos: no altar do fogão, do pano de chão, da vassoura, do trator, do bisturi, hoje até do computador, são altares onde a gente se santifica”, afirmou.

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