OPINIÃO

Judiciário, redes sociais e eleição: há muita coisa para regular


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Dança dos números
O Café com Política (JC/JCNET + 96FM) desta sexta-feira (23) comparou e analisou pesquisas divulgadas nos últimos dias, com resultados diferentes entre os institutos. Foram citadas pesquisas que apontavam vantagem numérica de Flávio Bolsonaro, enquanto o Datafolha indicava um cenário de disputa mais apertada.

Pesquisas e divergências
O diretor da Ágili Pesquisas, Julio Depiere Sanches, avaliou que a maioria dos levantamentos favorecia Flávio, ressalvando que dentro da margem de erro, mas a discussão também expôs divergências sobre metodologias, votos válidos e tratamento dos eleitores com menor probabilidade de comparecimento.

Manipulação algorítmica
Já o especialista em direito digital José Milagre analisou o papel das redes sociais, dos vídeos virais e dos influenciadores na campanha. O alcance de conteúdos nas plataformas tornou-se motivo de questionamentos sobre possíveis favorecimentos algorítmicos. Milagre contestou os argumentos apresentados e afirmou que diferenças de visualização entre plataformas, isoladamente, não demonstram manipulação algorítmica.

Das ruas ao mundo digital
A campanha digital deixou de ser apenas um complemento da propaganda eleitoral. O alcance orgânico, a viralização e a capacidade de mobilizar apoiadores representam vantagens importantes na reta final de uma eleição. O TSE registrou mais de 800 ações judiciais relacionadas à disputa presidencial, envolvendo temas como WhatsApp, impulsionamento, deepfakes e inteligência artificial, informou o consultor e jornalista Kleber Santos.

Muito a aperfeiçoar
Os participantes defenderam o aperfeiçoamento das regras e dos mecanismos de fiscalização das plataformas digitais. Também houve críticas à atuação da Justiça Eleitoral e à insegurança jurídica percebida pelas campanhas devido à excessiva interferência no processo político. A eleição, por fim, se tornou um teste para a capacidade institucional de acompanhar a velocidade das redes sociais. A discussão central é como fiscalizar abusos sem restringir indevidamente a liberdade de expressão.

Escândalo do lixo
A Operação Cavalo de Troia, conduzida pelo Gaeco, tem novos desdobramentos. Nesta sexta-feira (23), o Gaeco, do Ministério Público, abriu uma nova frente de investigação na cidade de São Paulo, com busca e apreensão na residência de um suspeito apontado como possível operador financeiro. Leia em detalhes no JCNET, pelo link https://sampi.net.br/bauru/noticias/3013556/policia/2026/10/empresario-preso-e-investigado-por-intermediar-propinas-em-bauru

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