CAVALO DE TROIA

Empresário preso é investigado por intermediar propinas do lixo

Por Bruno Freitas | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Policiais militares e promotores do Gaeco apreenderam veículos de luxo nesta 3.ª etapa do escândalo do lixo municipal
Policiais militares e promotores do Gaeco apreenderam veículos de luxo nesta 3.ª etapa do escândalo do lixo municipal

Na terceira fase da Operação Cavalo de Troia, deflagrada nesta sexta-feira (23), foi preso preventivamente, desta vez na cidade de São Paulo, um dos responsáveis por uma empresa investigada por suposta intermediação de vantagens indevidas relacionadas à concessão dos serviços públicos de manejo de resíduos sólidos no município de Bauru. Trata-se de Jonathan Moga Pinto, da Core Intermediações e Assessoria. As autoridades cumpriram também mandados de busca e apreensão em endereços vinculados a pessoas jurídicas apontadas como intermediárias dos valores. Em outra frente, a Justiça decretou medidas assecuratórias destinadas à preservação de bens e ativos, até o limite de R$ 20 milhões. As diligências são conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Polícia Militar.

O empresário é suspeito de integrar o esquema de fraude em uma licitação de R$ 5,2 bilhões para a concessão do serviço de gestão de resíduos sólidos (lixo) da Prefeitura de Bauru. É o mesmo esquema que já levou à prisão dos então secretários Cilene Chabuh Bordezan (do Meio Ambiente), Vitor João de Freitas Costa (de Negócios Jurídicos), Sara Moura de Jesus (secretária adjunta de Meio Ambiente) e, mais recentemente, Renato Purini, que, além de estar na Secretaria de Governo no momento de sua prisão, também é marido da prefeita Suéllen Rosim (PSD).

NOVA FASE

Segundo informações do Gaeco, a nova fase da investigação concentrou-se no braço financeiro do esquema e nas pessoas supostamente responsáveis pela intermediação das propinas. Os elementos reunidos até o momento indicam que empresas e contratos aparentemente desprovidos de efetiva causa econômica teriam sido utilizados para conferir aparência de regularidade à transferência de recursos destinados, de forma indireta, a agentes públicos e pessoas por eles indicadas.

Ainda de acordo com a investigação, os pagamentos identificados até o momento superam R$ 4 milhões. As transferências teriam sido formalizadas por meio de contratos, notas fiscais e descrições de serviços cuja efetiva prestação ainda é objeto de apuração.

Essa frente investigativa, de acordo com o Gaeco, foi aprofundada após a apreensão, na fase anterior da Operação Cavalo de Troia, de uma nota fiscal emitida pela empresa que estaria intermediando as propinas. As diligências realizadas posteriormente identificaram outros pagamentos expressivos em favor da mesma empresa.

A reportagem tenta contato com Jonathan e com a Core Intermediações e Assessoria. O espaço está aberto para a defesa e manifestações.

Comentários

Comentários