Não teve jeito, mais uma eleição encerrada e... "tudo como dantes no quartel do Abrantes". Se futuramente vamos eleger alguém para Federal ou Estadual não sei, deixo esse negócio de adivinhação para os futurólogos, o que tenho certeza é que enquanto continuarmos nessa toada de "cada um por si, Deus por todos", nem para "inspetor de quarteirão" elegeremos alguém.
Os motivos são óbvios, como dizia Chico Picadinho, "vamos por partes". A quantidade de candidatos é absurda, pessoas disputando sem a mínima chance de vencer, isso distribui os votos e impede que outros, com chances reais, nos representem em São Paulo ou Brasília. Foram 12 disputando para Federal e 10 para Deputado Estadual. Se dividirmos os votos bauruenses, como diz o caipira, "não dá nem pro fumo". O resultado vai ser sempre "zero" representantes.
Muitos podem contestar dizendo que Capitão Augusto é ou não "bauruense", mas quantos votos teve em Bauru? Apenas 4.508 votos, insuficientes até para ser vereador. Pode não ser bauruense, assim como Dani Alonso, mas a reciprocidade de ambos em verbas saindo dos seus Gabinetes chegou a 20 milhões nos últimos anos, só por isso deveriam ter muito mais votos do que tiveram, gratidão nunca é demais.
E os demais? Quanto mandaram de verbas? Nem chegam perto desses números. Então, considero ambos "cidadãos bauruenses" e não paraquedistas. A Câmara Municipal, que entrega título até para papagaio, deveria pensar nisso. Outro fator importante nessas eleições e que acabou prejudicando muito os nossos candidatos para Deputado Federal: dos votos válidos (fonte JC) 48,9% deles foram para candidatos locais, 51,1% para "paraquedistas". Isso quer dizer que mais da metade da cidade "não é bauruense"?
Sinceridade?
A bem da verdade não os considero mesmo, tem diferença entre "nascer aqui e "se considerar daqui", não vamos confundir "alhos com bugalhos". Para Estadual, outra aberração: 41,2% para nossos candidatos e 58,8% para ajudar outras cidades a elegerem seus representantes. A pergunta que não quer calar: não votamos porque nossos candidatos são fracos e despreparados ou os "cabos eleitorais" dos "paraquedistas" são fortes demais?
Fico com a segunda opção, em eleições como essa o dinheiro corre solto, seja do Fundo Eleitoral, doações ou recursos próprios. Ele chega limpinho nas mãos dos gananciosos "cabos eleitorais", devem imaginar, erroneamente, "se os candidatos daqui não podem pagar, vamos com os de fora", "não tem tu, vai tu mesmo".
De qualquer modo, nem tudo foi perdido, algumas lideranças despontaram para o futuro, entre elas Borgo, Estela, Dr. Raul e Lokadora, outros já provaram ser "bauruenses", como Chiara e Segalla". Tomara que até 2028 outras surjam, sugiro até alguns nomes fora da política atual, me perdoem alguns, certamente citarei em outras publicações: Jornalistas Nelson Itaberá e João Jabbour, Dr Abel, Paulo Roberto Martinello, Reinaldo Cafeo, João "Bidu" Carlos de Almeida, Rodrigo Mandaliti, pessoas inteligentes que conhecem, amam e querem o bem desta cidade.
O que mais vamos precisar nas eleições municipais de 2028 é eleger pessoas de bem e comprometidas com Bauru e sua população. Pelo menos nas eleições locais não teremos a desculpa de que os "paraquedistas atrapalharam", sobram os cabos eleitorais e votos "por indicação", partidária, patronal ou religiosa, mas isso a gente "tira de letra", estamos acostumados com "falsos profetas".
Até lá, espero que a gente aprenda com os erros do passado e vote por Bauru. Temos que ter um Executivo atuante e um Legislativo idôneo e independente, e, o mais importante, que trabalhem em harmonia e sintonia.
Sem isso, uma cidade não cresce nem se desenvolve. Chega de "enxugar gelo", se o seu candidato foi eleito e fez algo de bom reeleja, se nada fez, fora com ele, mande ele "sair da moita e desocupar o lugar". Perdemos tempo demais, é hora de pensarmos que "o futuro é agora" e está logo aí. O que queremos para Bauru? O "mesmo dos mesmos" ou mudanças?
Você decide.