EM BAURU

Vereador cobra agilidade em cadastro de pessoas com deficiência

Redação
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Vereador Arnaldinho Ribeiro
Vereador Arnaldinho Ribeiro

O vereador Arnaldinho Ribeiro (Avante) fez duras críticas, durante pronunciamento na última sessão Câmara Municipal de Bauru, ao andamento do cadastro de pessoas com deficiência previsto em lei de sua autoria. Segundo ele, o ritmo da iniciativa está muito abaixo do esperado e compromete o acesso de milhares de moradores a benefícios relacionados à mobilidade urbana.

Ao iniciar o discurso, o parlamentar afirmou estar "envergonhado em nome do Poder Público" com a execução da política pública. Arnaldinho lembrou que o projeto de lei que criou o cadastro foi aprovado pelo Legislativo e sancionado pelo Executivo, mas disse que os resultados práticos não correspondem às expectativas. De acordo com o vereador, Bauru possui mais de 11 mil pessoas com deficiência que dependem de transporte adaptado, atendimento prioritário e outros serviços vinculados ao cadastro. No entanto, conforme os números apresentados por ele, apenas 380 pessoas foram cadastradas nos primeiros quatro meses de funcionamento da iniciativa.

"O cadastro alcançou apenas cerca de 3% do público estimado. Mantido esse ritmo, seriam necessários aproximadamente nove anos e oito meses para concluir o atendimento de todas as pessoas", afirmou. Arnaldinho classificou o desempenho da Coordenadoria de Mobilidade como um "fiasco" e atribuiu o resultado à falta de planejamento e compromisso com a execução da política pública. Para ele, não basta aprovar leis se elas não forem efetivamente implementadas.

Durante o pronunciamento, o parlamentar cobrou explicações da administração municipal sobre os motivos do baixo número de cadastros e questionou a ausência de ações de busca ativa junto a instituições como Apaes, Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e associações que atendem pessoas com deficiência.

Também criticou a falta de divulgação do programa. Segundo ele, muitas famílias sequer sabem da existência do cadastro. "O povo não tem nove anos para esperar", afirmou o vereador, ao defender que a Coordenadoria de Mobilidade intensifique as ações e, caso não tenha estrutura suficiente, busque apoio para ampliar o atendimento. Arnaldinho concluiu dizendo que continuará fiscalizando a execução da lei. Segundo ele, a cobrança será permanente até que todas as pessoas aptas sejam cadastradas e possam ter acesso aos direitos previstos.

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