INVESTIGAÇÃO

Polícia investiga se criança de 10 anos levou corpo de recém-nascida à lixeira

A investigação ainda apura se bebê morreu antes ou depois de ser deixado no local.

Por Leonardo Vieira | 02/04/2024 | Tempo de leitura: 2 min
Especial para a Sampi Campinas

Divulgação

Caso foi registrado na 2ª Delegacia da Mulher
Caso foi registrado na 2ª Delegacia da Mulher

A Polícia Civil está investigando o caso da bebê recém-nascida encontrada morta nesta segunda-feira, 1º, em uma lixeira de um condomínio, no Jardim Paulicéia, em Campinas. A principal suspeita é que uma criança de 10 anos tenha descartado o corpo no local. 

A polícia já sabe que se trata de um bebê do sexo feminino, com cabelos, unhas, cordão umbilical cortado e com tamanho de cerca de 40 a 45 centímetros. Uma pessoa estava coletando resíduos recicláveis no momento em que encontrou o bebê dentro de um saco de lixo e levou ao Corpo de Bombeiros.

A suspeita da polícia é que uma menina de dez anos tenha levado o corpo da recém-nascida até a lixeira a pedido da mãe (avó da criança). A investigação ainda apura se o bebê morreu antes ou depois de ser deixado na lixeira.

A mãe da recém-nascida, uma adolescente de 17 anos, foi internada após abortar, mas teve sua apreensão ordenada.

O que foi dito à polícia 

A mãe da adolescente contou aos policiais que a filha já estava em casa quando chegou do trabalho e que a adolescente se queixou de muita cólica e muita dor. Ela contou também que havia sido estuprada e achava ter ficado grávida, mas que ninguém sabia.

A adolescente ficou sozinha por cerca de 10 minutos no banheiro, quando chamou sua mãe novamente. Ela viu que havia um bebê dentro do vaso, aparentando já estar morto. Com medo, colocou em um saco e pediu para a outra filha colocar em uma lixeira próxima.

"A genitora informa que não sabia que sua filha estava grávida. A adolescente foi socorrida ao hospital Maternidade de Campinas, onde permaneceu internada, sem previsão de alta médica", informou a Polícia Civil.

O caso foi registrado na 2ª DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) como infanticídio, corromper ou facilitar a corrupção de menor de 18 anos e destruição, subtração ou ocultação de cadáver.

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