São Paulo - O deputado federal eleito Paulo Maluf (PP-SP) anunciou ontem, por meio de nota, que vai processar o procurador da República Rodrigo de Grandis por causa da denúncia oferecida, na segunda-feira, contra ele. O Ministério Público Federal (MPF) de São Paulo o acusa de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
Além de Maluf, Grandis também denunciou sua mulher, Sylvia Lutfalla Maluf; os quatro filhos do casal, Flávio, Ligia, Lina e Otávio; a mulher de Flávio, Jacqueline Coutinho Maluf; e o marido de Ligia, Maurílio Miguel Maurílio Curi. O grupo é acusado de montar um internacional e complexo esquema de lavagem de dinheiro.
A denúncia também alcançou o jordaniano naturalizado suíço Hani B. Kalouti, acusado de ser um dos responsáveis pela montagem do esquema, e o casal de doleiros Roger Clement Haber e Myrian Haber, acusados pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A nota, assinada pelo assessor de Maluf, Adilson Laranjeira, levanta uma série de questões que têm como principal mote tentar desmerecer a denúncia e associá-la a uma tentativa por parte de Grandis de tentar aparecer criando um novo fato na véspera da diplomação do deputado eleito.
“Por que o procurador da Republica Rodrigo de Grandis só anteontem (18/10), véspera da diplomação de Paulo Maluf, como deputado federal eleito, apresentou denúncia contra o ex-prefeito de São Paulo, com argumentos requentados, em um caso que segundo a lei e a Constituição, e ele deveria saber disso, não está mais sob sua jurisdição?”, questiona a nota.