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Morador de rua é preso sob suspeita de ser maníaco da seringa

Por Alexandre Hisayasu | Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Militar prendeu um homem suspeito de ser o "maníaco da seringa", que atacou mulheres no centro de São Paulo. Antonio Nogueira de Santana foi detido no sábado, 30, e teve a prisão temporária de 30 dias decretada pela Justiça.

Os ataques são investigados no 78.º DP (Jardins). Santana, que é morador de rua, já havia sido ouvido na condição de suspeito pela delegacia, mas havia sido liberado por falta de provas. No sábado, durante uma abordagem de rotina, os PMs encontraram uma seringa no bolso da calça dele. O material foi apreendido, junto com um alicate e uma agulha, e mandado para perícia.

Segundo as investigações, as vítimas eram atacadas na rua e perto de estações de metrô aleatoriamente. A partir de hoje, os investigadores vão chamar as vítimas para fazer o reconhecimento pessoal de Santana.

Indícios

Santana, segundo os investigadores, é muito parecido com o retrato falado do criminoso descrito por uma das vítimas, uma médica peruana atacada na Avenida Paulista, no centro, há cerca de 40 dias. Ela o descreveu como moreno de aproximadamente 40 anos, porte médio, de barba e olhos castanhos. O retrato foi divulgado pela polícia no dia 26 de julho.

A médica relatou aos policiais que estava com uma amiga quando sentiu uma picada pelas costas. "Era como uma ponta de uma caneta. Quando eu virei, vi um homem passar. Ele não tinha nada nas mãos", disse. "Na esquina da Paulista, ele tirou uma seringa da manga e furou outra moça". Ela foi até a outra mulher, contando que também tinha sido ferida - ambas não tiveram mais contato.

A médica seguiu para o Hospital Emílio Ribas, onde recebeu atendimento. Lá, segundo ela, foi informada que havia mais casos do tipo. Ela passou 28 dias à base de comprimidos. Após exames, os testes deram negativo para HIV, sífilis e hepatite B e C.

A reportagem apurou que os policiais estão com dificuldade de ter acesso aos prontuários de eventuais vítimas, porque os médicos se recusam a mostrá-los sem mandado judicial.

O Hospital Emílio Ribas, em nota, informou que não pode prestar informações mais detalhadas, "sob pena de não respeitar o sigilo médico", e que orienta os pacientes a procurar a polícia.

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