Uma investigação jornalística do Metrópoles reúne relatos de pessoas que acusam a médium Maira Rocha de produzir cartas psicografadas com informações encontradas em redes sociais, boletins de ocorrência e outras fontes públicas.
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Segundo os relatos, trechos de publicações no Facebook e Instagram aparecem nas mensagens atribuídas a pessoas mortas. Há também casos em que as cartas apresentam nomes de pessoas que não existem, informações incorretas e fatos incompatíveis com a história dos familiares.
Uma das famílias identificou em uma carta trechos semelhantes a publicações antigas da falecida, além de informações sobre parentes encontradas em comunidades do Facebook. Em outro caso, a mensagem afirmou que uma mulher havia participado do casamento do filho em espírito, embora ela ainda estivesse viva na época da cerimônia.
A Federação Espírita do Distrito Federal (FEDF) informou ter recebido denúncias de pessoas que se sentiram lesadas. A entidade orientou o público a procurar instituições espíritas de credibilidade e alertou para abordagens que exploram a vulnerabilidade de pessoas enlutadas.
A Polícia Civil do Distrito Federal confirmou a existência de inquérito para apurar fatos relacionados à médium. A investigação tramita na 11ª Delegacia de Polícia e está em andamento.
Procurada pelo Metrópoles, Maira Rocha não respondeu às acusações até a publicação da reportagem.
Com informações do Metrópoles.