A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) em São Paulo pagou R$ 3 milhões a uma ONG que não possui funcionários registrados nem instalações próprias, conforme auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU). A entidade foi responsável pela organização de um evento de esportes radicais, mas terceirizou todas as atividades previstas.
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Segundo apuração do portal Metrópoles, a contratada, chamada Associação Liga de Esportes, Esportes Radicais e Recreativos, foi a única participante do chamamento público promovido pela Secretaria Municipal de Esportes. Os recursos para o projeto vieram de uma emenda Pix da deputada federal Renata Abreu (Podemos).
De acordo com a CGU, a ONG não dispunha de estrutura técnica para realizar o evento, o que motivou a terceirização de todas as 32 atividades previstas, como bungee jump, tirolesa e patinação. Embora a prefeitura tenha declarado que o evento atraiu milhares de pessoas, há suspeitas de que algumas ações não tenham sido efetivamente realizadas.
A auditoria também destacou a ausência de informações sobre o projeto no site da ONG, em descumprimento às regras de transparência. Apesar disso, a CGU não identificou vínculos societários entre o presidente da entidade e as empresas terceirizadas.
Resposta da Prefeitura
Em resposta ao Metrópoles, a gestão municipal informou que o chamamento público foi realizado dentro das normas vigentes e que já solicitou à ONG melhorias nos quesitos de transparência. A Secretaria de Esportes destacou que a segunda edição do programa Arena Esportiva Radical aconteceu entre julho e setembro deste ano e que os apontamentos da CGU já foram sanados.
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Comentários
1 Comentários
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Darsio 13 horas atrásParabéns paulistanos. Vocês merecem!!!