JUSTIÇA

Júri do policial que matou barbeiro no Jd. Paulistano é marcado

Tiago Morais Lopes, acusado de matar o cabeleireiro Mateus Gustavo Silva, 25, em julho de 2020, será julgado no próximo 13 de junho. O sargento responde em liberdade.

23/05/2024 | Tempo de leitura: 2 min
da Redação

Arquivo

Sargento Tiago Morais Lopes será julgado no próximo mês
Sargento Tiago Morais Lopes será julgado no próximo mês

A Justiça marcou o julgamento do sargento da Polícia Militar Tiago Morais Lopes. O sargento será julgado por júri popular pelo homicídio qualificado, no dia 13 de junho. Ele é acusado de matar o cabeleireiro Mateus Gustavo Silva, 25, em julho de 2020 no Jardim Paulistano, zona Leste de Franca.

O homicídio aconteceu no cruzamento das avenidas Brasil e Francisco Delfino dos Santos, quando Tiago, que estava de folga, e Mateus desceram de um veículo Voyage após uma  discussão. Câmeras de segurança de um estabelecimento comercial registraram o momento em que o policial retornou ao veículo, deixando Mateus sozinho na avenida.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado na época, Mateus chegou a ligar para o 190 pedindo ajuda, dizendo estar sendo seguido por um veículo Voyage prata, e o motorista estava armado. Pouco depois, o carro voltou ao local, circulou pela avenida e, ao parar, Tiago desceu do veículo e perseguiu Mateus, disparando dois tiros.

Após o crime, o policial fugiu, mas voltou ao local momentos depois, olhou o corpo e se afastou ao ver a aproximação de um casal. Depois da morte de Mateus, Tiago se apresentou na Delegacia de Investigações Gerais (DIG), onde afirmou em depoimento que não conhecia a vítima e que o homicídio ocorreu devido a uma tentativa de roubo.

Uma testemunha contou à polícia que estava com Mateus em um posto de combustíveis quando o cabeleireiro se aproximou de um veículo prata. Mateus teria perguntado ao motorista, Tiago, se ele faria um "corre" em troca de combustível, sugerindo que o "corre" seria buscar droga.

Após o inquérito policial, a prisão preventiva de Tiago foi solicitada pela Polícia Civil, mas negada pelo Ministério Público. Mais de um ano após o crime, o policial foi indiciado pelo Ministério Público por homicídio qualificado.

Tiago é policial militar há 15 anos, completou o curso de sargento após o crime, trabalha atualmente na capital paulista e aguarda o julgamento em liberdade.

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1 COMENTÁRIOS

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  • Dirceu
    24/05/2024
    Mais um q vai acabar em cesta básica... Ainda mais q o cara é PM.