ARTE

Grupo de sapateadores de Campinas se apresenta na capital

A ABC (Associação Beneficente Campineira) vai participar do projeto Sapateadores de Campinas para apresentação na Vila Madalena, São Paulo. 

Por Thiago Rovêdo | 23/05/2024 | Tempo de leitura: 2 min
Especial para Sampi Campinas

Divulgação

Apresentação ocorre no próximo sábado
Apresentação ocorre no próximo sábado

A ABC (Associação Beneficente Campineira), entidade que há 73 anos oferece atendimento de fortalecimento de vínculos para crianças e adolescentes na periferia de Campinas, vai participar do projeto Sapateadores de Campinas para apresentação na Vila Madalena, São Paulo.

O evento, que acontece no sábado, 25, com 12 alunos da entidade, marca os 40 anos de carreira do coreógrafo e dançarino Luyz Baldijão, pioneiro do ensino da modalidade de dança na entidade e celebra a parceria entre o artista e a organização.

Na ativa desde 2001, o grupo Sapateadores de Campinas começou quando o dançarino Luyz Baldijão propôs, à entidade, levar os atendidos para assistir uma apresentação de sapateado em seu estúdio de dança. 

“Eu sempre tive uma vivência dentro da Igreja Metodista,  então conhecia o meio. Depois de voltar da minha estada nos EUA estudando sapateado eu fui convidado pela Ednir Melo Barbosa (ex-membro da diretoria), a fazer um trabalho voluntário na entidade, e este trabalho se estendeu por  cinco anos”, explicou o artista. 

Ao aceitar o convite, Baldjão ajudou a traçar  um caminho para os alunos. “Eu tinha escola de sapateado, propus levar as crianças e as famílias para assistir um show e gerou muito interesse. Com o trabalho em andamento conseguimos doações de tablados e sapatos para melhorar a qualidade da atividade nos ensaios, recebemos prêmios e levamos o sapateado da ABC do Jardim São Marcos, para Nova Yorque”, relembra.

Segundo a ABC,  mais de 2 mil atendidos já foram beneficiados pelas aulas de sapateado na entidade, desde o início das atividades em 2001. Atualmente, o número de atendidos é de 90 pessoas, entre crianças  e adolescentes. 

Um destes atendidos foi o garoto Luiz Guilherme Lupercino de Paula, que começou a fazer aulas aos 10 anos,  hoje é professor da modalidade na ABC e em outras entidades do município.  

“Comecei como aluno, depois passei a ajudar o Luyz (Baldijão) a dar aulas e hoje  sou professor. Essa jornada foi muito especial para mim; consegui ir a vários workshops no Brasil e no exterior, participei de competições, ganhei algumas e sigo na profissão como professor, aqui na ABC e em outras ongs. Estou muito grato pela oportunidade de apresentação do grupo, é uma experiência diferente e eles serão sensacionais”, avalia o outrora aluno, hoje professor.

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