SAÚDE

Número de infectologistas cresce no país; especialista explica a importância da área

Especialista da Santa Casa de Araçatuba explica relevância da especialidade no sistema de saúde; número de infectologistas cresceu mais de 80% no Brasil em dez anos.

10/04/2024 | Tempo de leitura: 2 min
da Redação

Divulgação

Dr. Fábio Bombarda explica que a infectologia é importante no tratamento de diversas doenças e auxilia o trabalho de outras áreas da medicina
Dr. Fábio Bombarda explica que a infectologia é importante no tratamento de diversas doenças e auxilia o trabalho de outras áreas da medicina

Nesta quinta-feira, 11, é comemorado o Dia do Infectologista. Esses profissionais foram colocados no centro do debate sobre as doenças virais nos últimos anos, por conta da recente pandemia de Covid-19, os altos índices de gripe no inverno anualmente e a atual epidemia de dengue em algumas regiões do Brasil. Mas eles também são responsáveis pela segurança dos pacientes dentro das unidades de saúde.

O médico infectologista e intensivista da Santa Casa de Araçatuba Dr. Fábio Bombarda explica que a infectologia dentro de um hospital “desempenha um papel essencial no apoio ao diagnóstico, tratamento adequado, prevenção e controle de infecções, incluindo as hospitalares”.

“Eles colaboram com outros médicos, enfermeiros, farmacêuticos, biomédicos, microbiologistas, entre outros, de maneira multidisciplinar para implementar medidas de higiene, precauções de isolamento, uso adequado de antibióticos e outras estratégias para evitar a disseminação de infecções dentro das instituições de saúde”, afirma o especialista.

Para além das funções dentro de uma unidade de saúde, o Dr. Fábio Bombarda também ressalta a importância do infectologista neste momento de doenças virais no Brasil e no mundo. Ele destacou a relevância principalmente nos hospitais públicos.

“Ser um infectologista em momentos tão cruciais da nossa história é uma honra e ao mesmo tempo um imenso desafio, principalmente na saúde pública onde, diferente dos serviços privados, o contraste é grande dada a perversa e histórica desigualdade social e de renda do nosso país”, diz.

Bombarda também ressalta o risco que os infectologistas e outros profissionais da saúde correm nestes momentos de emergência sanitária. “O árduo trabalho em pandemias, epidemias e endemias, além de criar grande risco de vida e contaminação aos profissionais, exige colaboração, pesquisa contínua e a aplicação dos princípios da microbiologia, farmacologia e imunização.”

A infectologia não fica restrita às doenças que estão com maior evidência no momento. Os infectologistas investigam os agentes causadores de doenças, como bactérias, vírus, fungos e parasitas, e seu impacto na saúde de indivíduos e comunidades.

"Os infectologistas desempenham um papel fundamental no diagnóstico, tratamento e prevenção também de doenças como tuberculose e HIV/AIDS. A infectologia nunca foi tão evidente e fundamental para a sociedade”, afirma Bombarda.

Crescimento no número de infectologistas no Brasil
A mais recente pesquisa Demografia Médica 2023 mostra que o número de infectologistas disparou em dez anos, quase dobrando o número de profissionais.

Bombarda analisa que a tendência é o número crescer ainda mais daqui para frente. “Durante a pandemia, houve um significativo aumento pelos cursos de especialização, assim como agora vivemos uma explosão de cursos de Medicina, tornando o Brasil um dos países com mais médicos no mundo, fato que pode determinar maior formação de especialistas”, afirma.

No entanto, ele diz que alguns pontos afastam os médicos da infectologia. “Alguns fatores acabam distanciando os médicos desta área, como a complexidade das doenças, os riscos de contaminação a que muitas vezes são expostos e a remuneração, que fica aquém de outras áreas da Medicina.”

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