SAÚDE

Maioria dos Estados vive cenário de queda ou estabilidade de dengue

Os dados foram divulgados nesta terça (9), pela secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel

10/04/2024 | Tempo de leitura: 2 min
da Folhapress

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O país ultrapassou em março o recorde de casos prováveis em um ano; nesta quarta (10), a marca já chega a 2.965.988 casos
O país ultrapassou em março o recorde de casos prováveis em um ano; nesta quarta (10), a marca já chega a 2.965.988 casos

Treze 13 estados brasileiros vivem um cenário de estabilidade na incidência de dengue e o Distrito Federal e oito outras unidades da federação têm tendência de queda. Os dados foram divulgados nesta terça (9), pela secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel, em entrevista a jornalistas.

Os estados com incidência estável são: Rondônia, Pará, Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e São Paulo. Além do Distrito Federal, a tendência de queda está no Acre, Roraima, Amazonas, Tocantins, Goiás, Distrito Federal, Piauí, Minas Gerais e Espírito Santo.

Alagoas, Bahia, Maranhão, Pernambuco e Sergipe apresentam tendência de aumento. Na entrevista, a secretária reforça que não é o momento de baixar a guarda no combate à dengue. Ela recomenda que todos que apresentarem sintomas de dengue devem buscar uma unidade de saúde para que seja feito o diagnóstico correto. "As mortes por dengue são evitáveis", afirmou.

Temperatura acima dos 38 ºC, dores de cabeça, dor nas articulações, dor atrás dos olhos, inflamação dos gânglios linfáticos, coceira e, até mesmo, erupções avermelhadas na pele, são alguns dos sintomas clássicos da dengue quando o quadro é considerado leve.

Algumas pessoas podem desenvolver ainda uma infecção assintomática que, como o próprio nome diz, não apresenta sintomas. Nos casos de dengue grave, é comum que os sintomas apareçam após o desaparecimento da febre e com alguns sinais de alarme, indícios de que pacientes com quadros leves podem ter complicações pela dengue. Entre eles estão náuseas, vômitos, sangramento em mucosas, dor abdominal intensa e tontura ao levantar.

O número de mortes por dengue, em 2024, já é de 1.116 e ultrapassa o total de óbitos por dengue registrado em 2023, de 1.094 mortes. O país havia batido recorde de mortes por dengue em 2023. O recorde anterior ocorreu em 2022, com 1.053 óbitos.

Neste ano, o número de mortes por dengue corresponde a uma média de 11 pessoas mortas por dia. O país ultrapassou em março o recorde de casos prováveis em um ano. Nesta quarta (10), a marca já chega a 2.965.988 casos.

Artigo recente publicado pelo Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz analisa os óbitos por dengue e aponta ainda que a desassistência e a desatenção ao potencial agravamento que os pacientes podem apresentar são as principais razões associadas às mortes por dengue.

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