SEM PLANO DE VOO

Avião com cocaína vindo do Paraguai se quebra ao meio ao tentar fugir da FAB

A FAB (Força Aérea Brasileira) divulgou nesta terça-feira (9) a intercepção de um avião cheio de pasta base de cocaína que entrou no espaço aéreo brasileiro vindo do Paraguai.

09/04/2024 | Tempo de leitura: 2 min
da Folhapress

Divulgação/FAB

Imagens da aeronave interceptada pela FAB nas proximidades de Santa Cruz do Rio Pardo (SP)
Imagens da aeronave interceptada pela FAB nas proximidades de Santa Cruz do Rio Pardo (SP)

A FAB (Força Aérea Brasileira) divulgou nesta terça-feira (9) a intercepção de um avião cheio de pasta base de cocaína que entrou no espaço aéreo brasileiro vindo do Paraguai sem plano de voo.

A aeronave de modelo Cesna-182, de matrícula PT-CPR, foi perseguida por dois caças de defesa aérea A-29 Super Tucano e pelo avião radar E-99 desde que foi identificada na fronteira do Paraguai com Mato Grosso do Sul.

Segundo a FAB, ao ingressar no espaço aéreo brasileiro e não apresentar o plano de voo, o avião passou a ser monitorado pelo Comae (Comando de Operações Aeroespaciais) e pela PF (Polícia Federal).

"A partir de então, os pilotos de defesa aérea seguiram os protocolos das Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA), a aeronave foi classificada como suspeita, conforme previsto no Decreto 5.144, de 16 de julho de 2004, e foi constatado que estava com matrícula clonada", destacou comunicado da FAB.

Quando estavam se aproximando de Londrina (PR), o piloto do A-29 deu a ordem para que o avião fizesse um pouso obrigatório no aeroporto da cidade paranaense, o que não foi cumprido. Ao contrário, o piloto do Cesna seguiu e fez um pouso forçado em uma pista de terra no meio de uma plantação nas proximidades de Santa Cruz do Rio Pardo (SP), às 11h10 desta terça.

Na ação, o avião acabou se quebrando ao meio e a carga se espalhou pela pista improvisada. O tripulante que estava a bordo tentou fugir, mas foi detido pelos agentes da PF e a carga foi apreendida.

A ação fez parte da Operação Ostium, interligadas ao Programa de Proteção Integrada de Fronteiras, que tem por objetivo coibir o tráfico de drogas no espaço aéreo brasileiro. Participam do programa a FAB e os órgãos de segurança pública.

A interceptação de aeronaves com drogas é comum no país. Em 2021, por exemplo, um caça da FAB abateu um avião com quase 300 kg de cocaína em Mato Grosso.

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