EM SÃO PAULO

Investigação afasta 21 pessoas de empresas de ônibus por suspeita de ligação com o PCC

Segundo o Ministério Público, o objetivo da operação é desarticular duas organizações que estariam lavando dinheiro do proveniente do tráfico de drogas, roubos e outros crimes

Por Mariana Zylberkan e Rogério Pagnan | 09/04/2024 | Tempo de leitura: 2 min
da Folhapress

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Os 52 mandados de busca e apreensão tem como alvo 39 pessoa física e 13 empresas
Os 52 mandados de busca e apreensão tem como alvo 39 pessoa física e 13 empresas

Operação deflagrada pelo Ministério Público nesta terça-feira (9) determinou o afastamento de 21 pessoas ligadas às empresas de ônibus UPBus e Transwolff, acusadas de envolvimento com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Todas administram linhas de transporte público na cidade de São Paulo.

Segundo o Ministério Público, o objetivo da operação é desarticular duas organizações que estariam lavando dinheiro do proveniente do tráfico de drogas, roubos e outros crimes.

De acordo com decisão enviada pela 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital na última sexta-feira (5), foram afastados da empresa UPBus os funcionários Ubiratan Antonio da Cunha, Anisio Amaral da Silva, Wesley dos Santos Souza, Christianne Oliveira Loiola, Alessandro Santa Fausta, Andrezza Becheli Santa Fausta, Rubens Santa Fausta, Eliana Aparecida Vitoria, Priscila Carolina Vitoria Rodriguez Acuna, Ivanilda do Nascimento Ribeiro, Admar de Carvalho Martins, Alexandre Salles Brito, Jacqueline Cavalcante Brito, Ahmed Hassan Saleh e Rosana Aparecida Ferreira dos Santos.

Em relação à Transwolff, foi determinado o afastamento cautelar de Carlos Couto Ramos, Cícero de Oliveira, Luiz Carlos Efigenio Pacheco e Robson Flakes Lopes Pontes. Esses últimos são dono e diretor da empresa, e foram presos nesta terça.

As duas empresas foram procuradas pela reportagem, mas não retornaram. A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) decretou a intervenção na empresa UPBus. Wagner Chagas Alves e Angelo Fêde, servidores da SPTrans (São Paulo Transporte), assumiram a direção da empresa.

A Operação Fim da Linha é realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público, Polícia Militar, Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e Receita Federal.

Os 52 mandados de busca e apreensão tem como alvo 39 pessoa física e 13 empresas. Do total, 41 são da cidade de São Paulo e os demais são de Barueri, Cotia, Guarujá, Guarulhos, Itapecerica da Serra, Itaquaquecetuba, Itu, Mauá, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo e São José dos Campos.

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