MOBILIZAÇÃO

Hospital de Campo Grande instala piscina para batizar paciente

Paciente queria ser batizado em uma cerimônia religiosa que exigia uma piscina e fez o pedido durante três dias para a equipe médica.

08/04/2024 | Tempo de leitura: 1 min
da Folhapress

Reprodução/Facebook

Para que o rito religioso ocorresse, a equipe de cuidados paliativos contou com a ajuda de outros setores da Santa Casa.
Para que o rito religioso ocorresse, a equipe de cuidados paliativos contou com a ajuda de outros setores da Santa Casa.

Uma força-tarefa montada na Santa Casa de Campo Grande (MS) tornou possível a realização do desejo de um paciente de 79 anos internado sob cuidados paliativos. Ele queria ser batizado em uma cerimônia religiosa que exigia uma piscina e fez o pedido durante três dias para a equipe médica.

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Após relatar a dificuldade para atender o desejo nas redes sociais, a médica Fernanda Romeiro, paliativista e coordenadora da linha de cuidados especiais, reabilitação e medicina hospitalar da Santa Casa, recebeu orientação sobre os princípios doutrinários da religião do paciente e compreendeu a necessidade da piscina.

Para que o rito religioso ocorresse, a equipe de cuidados paliativos contou com a ajuda de outros setores da Santa Casa, como a equipe de higienização e os bombeiros civis. O batismo foi realizado na quinta-feira (4).

"Foi possível fazer exatamente o que a gente propõe. Tentar minimizar e sanar o sofrimento, nesse caso o sofrimento espiritual", disse a médica. A família do paciente estava angustiada com as dificuldades para realizar o batismo e, segundo a especialista, os cuidados também são voltados às pessoas próximas de quem está internado.

O homem está em condição clínica avançada e a alta não seria possível. Por isso houve a mobilização de vários setores para realizar o batismo no próprio hospital.

Os cuidados paliativos são indicados para pacientes com doenças graves, progressivas, crônicas e potencialmente mortais. A ideia é oferecer bem-estar, controlando sintomas físicos e emocionais.

Os profissionais compreendem a morte como um ciclo natural, sem antecipá-la nem adiá-la. O termo é usado para uma abordagem multidisciplinar.

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