FRAUDE

PF desmantela grupo que fraudava código de encomenda para obter indenização dos Correios

Pessoas da mesma família se tornaram alvo da Polícia Federal, que cumpriu mandados de busca e apreensão em quatro endereços em Cedral (SP).

Por Priscilla Andrade | 09/02/2024 | Tempo de leitura: 1 min
da Redação

Polícia Federal

As investigações apontaram que a família falsificava o código de rastreio de encomendas
As investigações apontaram que a família falsificava o código de rastreio de encomendas

Uma família moradora de Cedral, a cerca de 166 km de Araçatuba, adulterava o código de rastreio de encomendas e dessa forma obtinha a reparação financeira ao acionar os Correios. O esquema foi desmantelado pela Polícia Federal.

A família se tornou alvo de uma operação da PF contra fraudes no pagamento de indenização dos Correios. Contra eles foram expedidos mandados de busca e apreensão que foram cumpridos na manhã desta quinta-feira, 8, na casa de pelo menos quatros pessoas.

De acordo com informações divulgadas, as investigações iniciaram ainda em julho de 2023, que apontaram que o grupo recebia pagamentos indevidos pela falsa comunicação de extravio de encomendas postais. Os investigados falsificavam os códigos de rastreio dos objetos, o que gerava a perda do produto enquanto estava em trânsito.

Com a primeira parte do golpe feito, a segunda etapa era a de solicitar as indenizações que são pagas pelos Correios quando objetos são extraviados. Para isso a família enviava falsas declarações de conteúdo dos objetos, e para garantir os valores, declaravam altos valores em relação aos objetos “perdidos”. Só este esquema causou de prejuízo mais de R$ 40 mil aos cofres públicos.

A operação denominada Decipi, que significa “ser enganado” em latim, contou com apoio do setor de segurança dos Correios. Os agentes chegaram a quatro endereços investigados. Nos locais foram apreendidos celulares, computadores e mídias de armazenamento. Todo o material será submetido à perícia técnica.

Se condenados, os investigados poderão responder pelo crime de estelionato majorado, e podem ser condenados de um a cinco anos de prisão.

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