MiSTÉRIO

Polícia investiga morte de ema que teve cabeça arrancada em zoológico de Araçatuba

A morte brutal de uma ema, encontrada sem a cabeça e sem marcas de sangue no zoológico de Araçatuba intriga a polícia, que abriu um inquérito para investigar o caso

Por Priscilla Andrade | 05/12/2023 | Tempo de leitura: 3 min
da Redação

Reprodução

O corpo do animal não apresentava mordidas ou sinais que possa ter sido atacado. É o segundo caso em oito anos
O corpo do animal não apresentava mordidas ou sinais que possa ter sido atacado. É o segundo caso em oito anos

A morte de uma ema dentro do zoológico de Araçatuba está intrigando as autoridades policiais, acionadas para investigar o caso. A morte do animal aconteceu na madrugada de domingo para segunda-feira, 4, no Zoológico Municipal Dr. Flávio Leite Ribeiro, no São Joaquim.

A reportagem da Folha da Região apurou que, por volta das 9h de segunda-feira, 4, um funcionário do zoológico cumpria a rotina de trabalho de averiguar todos os animais antes de alimentá-los, quando se deparou com a cena. A ema foi encontrada sem a cabeça. Trata-se de uma fêmea que estava no zoológico desde 2010.

Quando percebeu o animal abatido, comunicou a técnica responsável e a veterinária sobre a morte. Posteriormente, o diretor do zoológico, Edilson Tavassana, foi avisado e, após constatar as circunstâncias da morte da ema, acionou a Polícia Militar, Guarda Municipal, Polícia Civil e Ambiental.

Foi arrastada
A reportagem teve acesso a imagens do corpo do animal. Ele não apresentava mordidas pelo corpo, apenas a cabeça não foi localizada. O local da ruptura não apresentava vestígios de sangue, e há a possibilidade de ter sido mastigada. O corpo da ema foi arrastado - há marcas que coincidem com as formas da ave perto de onde o corpo foi encontrado.

Segundo informações, o recinto onde a ema ficava está localizado na esquina da rua José Ferreira Batista com a João Arruda Brasil. Uma das hipóteses é que alguém tenha invadido o zoológico. Quatro emas dividiam o espaço - dois machos e duas fêmeas.

A reportagem perguntou ao secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Lucas Savério Proto, se a morte do animal poderia ser resultado de um ataque de outros animais, da mesma espécie ou não. "De forma alguma, não é um comportamento dessas aves, porém, tudo pode ser levado a um nível de investigação. Se foi atacada por outro animal, o que para nossos especialistas é pouco provável dada as circunstâncias da morte, mas precisamos deixar que a polícia investigue", explica Proto.

Mistério
Fontes ouvidas pela reportagem que acompanharam a perícia feita no zoológico, na segunda-feira, 4, afirmaram que a morte do animal é considerada estranha. A Folha levantou que o zoológico encerrou as atividades diárias por volta das 18h, como de costume. Sabe-se que o local não possui sistema interno de monitoramento.

O animal só foi encontrado morto por volta das 9h do dia seguinte, quando o tratador foi alimentar os animais. A única vigilância, fora do horário de expediente, é a desempenhada pela Guarda Municipal aos arredores do zoológico.

Pessoas ouvidas pela reportagem afirmaram que outros casos envolvendo morte de animais já ocorreram no mesmo zoológico e em administrações diferentes. O último ataque a um animal foi registrado em 2015, quando também, uma ema, foi morta a pauladas e encontrada depenada e esquartejada. O caso levou a Polícia Civil a abrir uma investigação junto com a Polícia Ambiental na época. Relatos daquele dia davam conta que a ema foi morta também na madrugada. O animal teve o pescoço e patas cortadas com uma faca, que foram deixados ao lado do corpo.

Investigação
A forma brutal como o animal foi morto será investigada pela Polícia Civil e Polícia Ambiental. De acordo com a Polícia Ambiental, uma equipe foi acionada ao local dos fatos na segunda-feira, quando registrou a ocorrência. A e a Polícia Civil dará seguimento à investigação. Uma equipe da Perícia Técnico Científica esteve no local e adotou as providências cabíveis.

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