NÃO ENCONTRARAM

Bombeiros mergulham na Lagoa das Flores, mas arma usada em assassinato segue oculta

Mergulhadores realizaram buscas e só encontraram um aparelho celular, que não pertenceria à autora do homicídio; relembre como foi o crime do dia 22 de novembro, na rua Tibiriçá.

Por Priscilla Andrade | 04/12/2023 | Tempo de leitura: 2 min
da Redação

Divulgação

A tentativa de encontrar a pistola, indicada pela autora como a arma do crime, foi infrutífera
A tentativa de encontrar a pistola, indicada pela autora como a arma do crime, foi infrutífera

Nesta segunda-feira, 4, mergulhadores do Corpo de Bombeiros estiveram na Lagoa das Flores, em Araçatuba, com o objetivo de localizar a pistola utilizada no assassinato de Bruno Augusto Marques de Araújo, 31 anos, que morreu após receber seis tiros à queima roupa no dia 22 de novembro, na rua Tibiriçá.

Na última quinta-feira, 29, a irmã dele, Regiane Araújo, 36 anos, se apresentou à Polícia Civil, acompanhada pelo advogado e assumiu a autoria do crime. A mulher contou à polícia que após cometer o assassinato, fugiu e parou na Lagoa das Flores, que fica a poucos metros do local do crime, e jogou a pistola e o celular. A pistola, segundo consta em declaração, pertenceria ao irmão, Bruno, que guardava a arma no telhado da casa da irmã.

As buscas desta manhã, foram acompanhadas por equipes da Central de Polícia Judiciária e CPJ e também contou com a presença do advogado Flávio Batistella, que acompanhou os trabalhos que iniciaram por volta das 8h30 e foram encerrados às 11h. A pistola não foi encontrada. Segundo o advogado ouvido pela reportagem, um aparelho celular foi recuperado, mas não pertenceria à autora do assassinato.

A reportagem também apurou que as investigações continuam, e o inquérito não encerrou-se com a declaração da autora, que, de acordo com Batistella, continua à disposição da polícia para eventuais esclarecimentos. A polícia ainda vai ouvir outras testemunhas e aguarda os laudos da perícia no local do assassinato e o resultado do exame necroscópico no corpo da vítima. São evidências que devem apurar a versão apresentada pela autora confessa.

O crime
Araújo foi morto a tiros quando estava na casa em que morava com os pais na Vila Industrial. A vítima era acusada de ter cometido abuso sexual contra a sobrinha, filha da autora, que ao tomar conhecimento, teria planejado se vingar do irmão, mesmo contra a opinião de outros membros da família, que assumiram posturas distintas ao tomarem conhecimento do caso de abuso da criança.

Regiane, segundo declarações apresentada por ela, teria pego a pistola que estava guardada no telhado de sua casa e que pertenceria ao irmão, municiada, e foi ao encontro dele. A chegada dela em uma Honda Biz foi registrada por câmeras de circuito interno, mas o encontro entre os dois irmãos aconteceu dentro do imóvel. A segunda parte do registro feito pelas câmeras. Ocorre que quando a vítima corre com as mãos na região da barriga e é perseguido pela irmã, Bruno cai morto  na calçada enquanto a autora foge com a moto. O processo segue sob investigação do delegado Abelardo Alves Gomes. A mulher responde pelo crime em liberdade.

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