MÁFIA

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Jogador que defendeu Novorizontino, Mirassol e Rio Preto é banido do futebol pela Fifa

Jogador que defendeu Novorizontino, Mirassol e Rio Preto é banido do futebol pela Fifa

Ex-meia foi condenado por envolvimento em casos de manipulação de resultados por meio de apostas esportivas

Ex-meia foi condenado por envolvimento em casos de manipulação de resultados por meio de apostas esportivas

Por Lucas Israel | 11/09/2023 | Tempo de leitura: 3 min
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Por Lucas Israel
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11/09/2023 - Tempo de leitura: 3 min

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Gabriel Tota, do Rio Preto, em lance no duelo desta quarta

O ex-meia do Novorizontino, Rio Preto e Mirassol, Gabriel Tota, foi banido dos gramados pela Fifa nesta segunda-feira, 11. Ele e outros três jogadores foram punidos pela entidade máxima do futebol após envolvimento em casos de manipulação de resultados por meio de apostas esportivas.

Além dele, Ygor Catatau e Matheus Gomes sofreram a sanção máxima da Fifa. Eles podem recorrer ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS, na sigla em inglês).

Os atletas já haviam sofrido a penalidade por parte do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), mas foi feito um pedido de análise dos casos pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Gabriel Tota é natural de Santa Fé do Sul e foi revelado pelo Novorizontino em 2020. Enquanto estava no Tigre, foi emprestado para o Rio Preto, clube pelo qual disputou a Série A-3 do Campeonato Paulista de 2020 e 2021. Foram 22 jogos e três gols com a camisa do Jacaré.

Depois disso, transferiu-se para o Mirassol e fez apenas um jogo pelo Campeonato Brasileiro da Série C de 2021, sem marcar.

No final do ano, transferiu-se para o Juventude. Pelo clube de Caxias do Sul, fez sete jogos pelo Campeonato Brasileiro da Série A e outros seis pelo Gauchão daquele ano, e fez um gol.

Em 2023, foi emprestado para o Ypiranga, de Erechim, também do Rio Grande do Sul, onde fez apenas nove jogos antes de ser afastado pelas investigações sobre o envolvimento com a manipulação de resultados na Operação “Penalidade Máxima”, comandada pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO).

Em maio deste ano, o Juventude rescindiu o contrato com Tota.

Envolvimento com as apostas

As punições ocorreram após o Ministério Público de Goiás (MP-GO), por meio da Operação Penalidade Máxima, investigar um esquema de manipulação de apostas esportivas em partidas das séries A e B do Campeonato Brasileiro, e em jogos do Paulistão e do Gauchão de 2023.

Jogadores cooptados por grupos criminosos recebiam até R$ 100 mil para provocar cartões amarelos e vermelhos ou realizar outras ações dentro de campo, e, assim, ajudar os apostadores. Alguns atletas também respondem na esfera criminal pela participação no esquema.

De acordo com a investigação, a quadrilha analisava as partidas e eventos que poderiam dar o maior retorno mediante o investimento. Depois disso, os acusados de chefiar o esquema de apostas entravam em contato com os atletas e os que topavam recebiam uma parte do valor combinado como sinal.

Os criminosos acompanhavam a partida e se o combinado fosse realizado, pagavam o restante para os atletas envolvidos após o jogo.

Gabriel Tota foi condenado após ser acusado de receber valores de uma quadrilha em sua conta bancária, que seriam repassados ao zagueiro Paulo Miranda, para que ele recebesse cartões amarelos em duas partidas do Juventude na Série A de 2022.

Conforme a investigação, a dupla teria até feito uma chamada de vídeo com Bruno Lopez, o chefe da quadrilha de apostadores, dentro do vestiário do Juventude antes de uma partida.

Em depoimento em vídeo ao Ministério Público de Goiás (MP-GO), Gabriel Tota disse não lembrar de receber três transferências bancárias no ano passado, nos valores de R$ 15 mil, R$ 5 mil e R$ 50 mil.

Segundo o STJD, Tota infringiu duas vezes o artigo 41-D do Estatuto do Torcedor: dar ou prometer vantagem patrimonial ou não patrimonial com o fim de alterar ou falsear o resultado de uma competição desportiva ou evento a ela associado. A pena prevista em caso de condenação é de reclusão de dois a seis anos, além de multa.

Punidos

Os nomes dos 11 jogadores citados, bem como suas respectivas punições, foram divulgados no site oficial da entidade. Alguns jogadores, como o zagueiro Eduardo Bauermann, ex-Santos, fecharam contratos fora do País para se manterem em atividade, mas, com a punição, não podem atuar.

O ex-meia do Novorizontino, Rio Preto e Mirassol, Gabriel Tota, foi banido dos gramados pela Fifa nesta segunda-feira, 11. Ele e outros três jogadores foram punidos pela entidade máxima do futebol após envolvimento em casos de manipulação de resultados por meio de apostas esportivas.

Além dele, Ygor Catatau e Matheus Gomes sofreram a sanção máxima da Fifa. Eles podem recorrer ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS, na sigla em inglês).

Os atletas já haviam sofrido a penalidade por parte do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), mas foi feito um pedido de análise dos casos pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Gabriel Tota é natural de Santa Fé do Sul e foi revelado pelo Novorizontino em 2020. Enquanto estava no Tigre, foi emprestado para o Rio Preto, clube pelo qual disputou a Série A-3 do Campeonato Paulista de 2020 e 2021. Foram 22 jogos e três gols com a camisa do Jacaré.

Depois disso, transferiu-se para o Mirassol e fez apenas um jogo pelo Campeonato Brasileiro da Série C de 2021, sem marcar.

No final do ano, transferiu-se para o Juventude. Pelo clube de Caxias do Sul, fez sete jogos pelo Campeonato Brasileiro da Série A e outros seis pelo Gauchão daquele ano, e fez um gol.

Em 2023, foi emprestado para o Ypiranga, de Erechim, também do Rio Grande do Sul, onde fez apenas nove jogos antes de ser afastado pelas investigações sobre o envolvimento com a manipulação de resultados na Operação “Penalidade Máxima”, comandada pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO).

Em maio deste ano, o Juventude rescindiu o contrato com Tota.

Envolvimento com as apostas

As punições ocorreram após o Ministério Público de Goiás (MP-GO), por meio da Operação Penalidade Máxima, investigar um esquema de manipulação de apostas esportivas em partidas das séries A e B do Campeonato Brasileiro, e em jogos do Paulistão e do Gauchão de 2023.

Jogadores cooptados por grupos criminosos recebiam até R$ 100 mil para provocar cartões amarelos e vermelhos ou realizar outras ações dentro de campo, e, assim, ajudar os apostadores. Alguns atletas também respondem na esfera criminal pela participação no esquema.

De acordo com a investigação, a quadrilha analisava as partidas e eventos que poderiam dar o maior retorno mediante o investimento. Depois disso, os acusados de chefiar o esquema de apostas entravam em contato com os atletas e os que topavam recebiam uma parte do valor combinado como sinal.

Os criminosos acompanhavam a partida e se o combinado fosse realizado, pagavam o restante para os atletas envolvidos após o jogo.

Gabriel Tota foi condenado após ser acusado de receber valores de uma quadrilha em sua conta bancária, que seriam repassados ao zagueiro Paulo Miranda, para que ele recebesse cartões amarelos em duas partidas do Juventude na Série A de 2022.

Conforme a investigação, a dupla teria até feito uma chamada de vídeo com Bruno Lopez, o chefe da quadrilha de apostadores, dentro do vestiário do Juventude antes de uma partida.

Em depoimento em vídeo ao Ministério Público de Goiás (MP-GO), Gabriel Tota disse não lembrar de receber três transferências bancárias no ano passado, nos valores de R$ 15 mil, R$ 5 mil e R$ 50 mil.

Segundo o STJD, Tota infringiu duas vezes o artigo 41-D do Estatuto do Torcedor: dar ou prometer vantagem patrimonial ou não patrimonial com o fim de alterar ou falsear o resultado de uma competição desportiva ou evento a ela associado. A pena prevista em caso de condenação é de reclusão de dois a seis anos, além de multa.

Punidos

Os nomes dos 11 jogadores citados, bem como suas respectivas punições, foram divulgados no site oficial da entidade. Alguns jogadores, como o zagueiro Eduardo Bauermann, ex-Santos, fecharam contratos fora do País para se manterem em atividade, mas, com a punição, não podem atuar.

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