07 de novembro de 2026
CONDENADO

Demitida: Assaí leva multa após caixa esperar 1h30 por banheiro

Por Da redação/Pira1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Os casos aconteceram no Assaí Atacadista em Piracicaba.

 Esperar uma hora e meia para conseguir ir ao banheiro e, depois de sair do caixa por não aguentar mais, acabar demitida. Esse é um dos relatos que vieram à tona em um processo contra o Assaí Atacadista de Piracicaba.

 A situação foi parar na Justiça do Trabalho, que condenou a empresa responsável pela rede a pagar R$ 50 mil por danos morais coletivos. A decisão foi tomada em 28 de outubro, mas ainda cabe recurso.

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 O caso começou com uma ação movida pelo Sindicato dos Empregados no Comércio de Piracicaba, em 2025. Durante o processo, foram reunidas denúncias de funcionários sobre situações consideradas graves no ambiente de trabalho.

 Funcionária chegou a urinar na roupa

 Os relatos sobre o uso do banheiro chamaram a atenção. Uma trabalhadora contou que esperou cerca de 1h30 por autorização para deixar o caixa. Como não conseguiu liberação, saiu do posto e acabou sendo demitida.

.Outra funcionária relatou que chegou a urinar na própria roupa enquanto trabalhava no caixa, porque não conseguiu autorização para ir ao banheiro.

 As denúncias não param por aí. Funcionários também relataram cobranças excessivas, tratamento desigual e humilhações por parte de superiores.

 Segundo os depoimentos reunidos no processo, 29 trabalhadores disseram sofrer pressão para atingir metas, com relatos de xingamentos e constrangimentos até mesmo diante dos clientes.

 Outros 25 afirmaram que eram obrigados a fazer serviços além de suas funções, como abastecer prateleiras, recolher carrinhos e limpar gôndolas depois do expediente.

Também foram relatados outros casos.

Mudanças de horário e problemas nas folgas

Os trabalhadores ainda denunciaram alterações frequentes nas escalas, horários diferentes e folgas que não seriam respeitadas.

A decisão judicial também considerou os relatos sobre jornadas irregulares e problemas na organização do trabalho.

A empresa negou as acusações. Sobre os banheiros, afirmou que existe apenas um controle para organizar a substituição dos funcionários durante as pausas.

 Após receber a decisão, a rede informou que iniciou uma investigação interna para esclarecer os fatos e avaliar as medidas necessárias.

O Assaí declarou que não compactua com assédio, desrespeito ou restrições indevidas aos direitos dos trabalhadores.

A condenação é de R$ 50 mil por danos morais coletivos e ainda pode ser contestada por meio de recurso.