14 de outubro de 2026
ARTIGO

O que está em jogo no segundo turno

Por Professora Bebel |
| Tempo de leitura: 3 min

Quero, antes de mais nada, agradecer de coração todas e todos os 142.001 eleitores e eleitoras que confiaram o voto na nossa candidatura, reelegendo nosso mandato popular para mais quatro anos de atuação na Assembleia Legislativa. Sinto-me revigorada para continuar trabalhando pela Educação, pelos serviços públicos, pelos profissionais da Educação e todo o funcionalismo, pelos direitos da classe trabalhadora e pela população que mais precisa. 

Agradeço, sobretudo, a população da minha cidade de Piracicaba, que nos deu expressivos  20.062 votos, o que aumenta nossa responsabilidade em bem representar o povo piracicabano na ALESP e perante as demais instituições do Estado. 

Encerrado o primeiro turno, estamos diante de uma nova e fundamental batalha, no segundo turno da eleição presidencial. Uma batalha que opõe visões antagônicas e inconciliáveis de país, de mundo, de civilização, direitos e futuro. 

Este pleito é um divisor de águas entre o fortalecimento das instituições democráticas e o risco de retrocessos institucionais e sociais. Estão em jogo a estabilidade política, o respeito à Constituição e a preservação do diálogo entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário como pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável do nosso país. 

Para nós, que apoiamos a reeleição do presidente Lula, estão no centro do debate a manutenção e a expansão de programas voltados à erradicação da fome, redução da desigualdade, valorização do salário mínimo e garantia de direitos sociais. A defesa do papel indutor do Estado no bem-estar público é a principal garantia de proteção para as camadas de menor renda. 

No campo econômico, o foco reside no equilíbrio entre crescimento produtivo, reindustrialização verde e controle das contas públicas. Ao mesmo tempo, para nós a pauta ambiental e a transição energética são não apenas compromissos firmados pelo Brasil nos fóruns internacionais, mas um pacto em favor da vida, além de motores de atração de investimentos estrangeiros e geração de empregos qualificados no Brasil. 

O presidente Lula tem uma trajetória de vida vinculada à classe trabalhadora e ao povo pobre deste país. Seus três governos foram prioritariamente voltados para asseguras condições de vida dignas para quem mais precisa do Estado e dos serviços públicos, sem, no entanto, deixar de lado os direitos do conjunto da sociedade, a estabilidade monetária, o mais estrito respeito às instituições e a segurança jurídica necessária aos investimentos nacionais e estrangeiros na nossa economia, gerando emprego e renda. 

Não é acaso ou sorte que tenhamos neste momento a menor taxa de desemprego  da série histórica, inflação sob controle, crescimento do Produto Interno Bruto, valorização do salário mínimo e das aposentadorias, elevadas reservas internacionais e o reconhecimento e respeito internacional, inclusive junto a governos de direita. 

O que dizer da outra candidatura? Primeiro, que ela representa um enorme perigo institucional. O candidato afirmou que pretende utilizar maiorias na Câmara e no Senado para mudar a Constituição Federal. Afora o fato de ignorar que a nossa Constituição sucedeu uma ditadura civil-militar e contém cláusulas pétreas, que não podem ser suprimidas ou alteradas, o candidato não diz o que pretende mudar, o que faz supor que as mudanças poderão mutilar a nossa democracia para atender seus interesses político-partidários ou para lhe dar mais poder, criando assim uma ditadura. 

Este candidato da extrema-direita está envolvido em grande número de escândalos de corrupção, orgias, e até mesmo atuou como advogado de defesa de um policial militar acusado de matar a menina Ana Clara Gomes Machado, de cinco anos. Que condições políticas, éticas e morais uma pessoa como essa teria para presidir o nosso país? 

É preciso pesar bem tudo o que está em jogo. A decisão está em nossas mãos.