20 de setembro de 2026
CANDIDATOS

Veja valores milionários de campanhas eleitorais em Piracicaba

Por Da Redação |
| Tempo de leitura: 3 min

Os candidatos de Piracicaba que disputam vagas de deputado estadual e federal nas eleições de 2026 já declararam, juntos, 
R$ 9.490.554,73 em receitas de campanha à Justiça Eleitoral.

Os valores constam no levantamento mais recente do DivulgaCandContas utilizado pelo Jornal de Piracicaba.

Entre os candidatos da cidade, Barjas Negri (PSD), que disputa uma vaga de deputado federal, é quem registra a maior receita: R$ 1.676.000. Desse total, R$ 1,6 milhão, o equivalente a 95,47%, foi repassado pela direção nacional do PSD. O candidato também declarou uma doação própria de R$ 1 mil.

Na disputa para deputado estadual, Alex Madureira (PL) aparece com a maior arrecadação. O candidato à reeleição declarou R$ 1.263.446,67 em receitas. A direção nacional do PL responde por R$ 950 mil, ou 75,19% do total.

Professora Bebel (PT), também candidata a deputada estadual, declarou R$ 1.183.690 em receitas. A direção nacional do PT foi responsável por R$ 715,5 mil, equivalente a 60,45% do total arrecadado.

Nancy Thame (PV), candidata a deputada federal, aparece com R$ 1.302.797,98 em receitas. A direção nacional do PV repassou R$ 1,25 milhão. A candidata aparece ainda como doadora de R$ 47.903,98, enquanto Sofia Ferruzzi Thame doou R$ 3.500 e a direção estadual/distrital do PV, R$ 1.394.

Entre os candidatos a deputado federal, Paulo Campos (Solidariedade) aparece com R$ 956.400 em receitas, valor integralmente proveniente da direção nacional do partido.

RECURSOS PARTIDÁRIOS
O levantamento mostra que os diretórios partidários são a principal fonte de recursos para boa parte das campanhas de Piracicaba.

Renan Paes (PL), candidato a deputado estadual, declarou R$ 560.350 em receitas. Desse valor, R$ 480 mil, ou 85,66%, vieram da direção nacional do PL.

Érica Gorga (PRD), candidata a deputada federal, registrou R$ 500 mil em receitas, integralmente provenientes da direção estadual do partido em São Paulo.
Wagnão (PSD), candidato a deputado estadual, declarou R$ 400 mil, também integralmente recebidos da direção nacional do PSD.

Vanessa Stocco Botam (PL), candidata a deputada federal, registrou R$ 400 mil em receitas. Todo o valor informado veio da direção nacional do PL.

Rai de Almeida (PT), também candidata a deputada federal, declarou R$ 398.635 em receitas. A direção nacional do PT foi responsável por R$ 392.500, ou 98,46% do total.

Sergio Pacheco (União Brasil) aparece com R$ 392.132,59 em receitas, dos quais R$ 388.632,59 foram repassados pela direção estadual/distrital do partido. Delegada Olívia Fonseca (MDB), candidata a deputada estadual, declarou R$ 268.755 em receitas. A direção nacional do MDB repassou R$ 250 mil, equivalente a 93,02% do total.

ARRECADAÇÃO MENOR
Na outra ponta do levantamento estão candidatos que declararam valores mais baixos. André Bandeira (PSDB) registrou R$ 98.300 em receitas. A maior parte veio de Marcelo Rosenthal, que doou R$ 53.300. A direção nacional do PSDB repassou outros R$ 40 mil, enquanto o próprio candidato declarou R$ 5 mil.
Dr. Paulo Serra (Podemos) declarou R$ 54 mil, sendo R$ 51 mil provenientes da direção nacional do partido e R$ 3 mil de Clarisse Ruhoff Damer.

Paulo Camolesi (PSB) registrou R$ 13.778,43 em receitas. Desse total, R$ 10.078,43 vieram da direção estadual/distrital do PSB e R$ 3.700 foram doados pelo próprio candidato.

Josef Borges (PP) declarou R$ 10 mil, integralmente provenientes de José Everaldo Borges. Claudia Bueno (Missão) registrou R$ 8.594,28 em receitas. A direção nacional do partido foi responsável por R$ 6.988,78, enquanto QueroApoiar.com.br repassou R$ 1.514 e a própria candidata declarou R$ 91,50.

Luis Bena (Missão), candidato a deputado federal, declarou R$ 3.674,78, todo o valor proveniente da direção nacional do partido. Paty Chiarini (Avante), candidata a deputada estadual, não apresentava prestação de contas no levantamento utilizado para a análise.

ARRECADAÇÃO NÃO SIGNIFICA GASTO
Os valores apresentados correspondem às receitas declaradas pelas candidaturas e não representam, necessariamente, o total já gasto nas campanhas. Recursos arrecadados podem permanecer em caixa e ser utilizados posteriormente.