O salário mínimo brasileiro deverá passar dos atuais R$ 1.621 para R$ 1.741 em 2027, segundo a nova previsão do governo federal para o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). O valor representa um aumento de R$ 120, equivalente a aproximadamente 7,4%.
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A informação foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior. Segundo o ministro, a proposta do Orçamento de 2027 está avançada e já contempla o novo valor do piso nacional.
A previsão representa uma mudança em relação à estimativa apresentada anteriormente pelo governo. No Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, enviado ao Congresso em abril, o salário mínimo havia sido projetado em R$ 1.717. A nova estimativa é, portanto, R$ 24 maior.
Como é calculado o salário mínimo
O reajuste do salário mínimo considera a inflação medida pelo INPC e o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes, conforme a política de valorização do piso nacional.
A regra busca garantir não apenas a reposição da inflação, mas também um aumento real do poder de compra dos trabalhadores. Entretanto, o crescimento real do salário mínimo está sujeito às limitações previstas no arcabouço fiscal.
Em 2026, o salário mínimo foi fixado em R$ 1.621, com vigência desde 1º de janeiro. O valor atual representa um aumento em relação aos R$ 1.518 pagos em 2025.
Quem será afetado pelo novo valor
O reajuste não atinge apenas trabalhadores que recebem o piso nacional. Como diversos benefícios e pagamentos são vinculados ao salário mínimo, uma elevação para R$ 1.741 também deverá aumentar os valores de benefícios que utilizam o piso como referência.
Entre os impactos estão aposentadorias, pensões e outros benefícios previdenciários, além de programas e pagamentos que possuem o salário mínimo como parâmetro.
O próprio ministro Dario Durigan destacou que a indexação de benefícios ao salário mínimo será mantida. Dessa forma, o reajuste também terá reflexos nas despesas da Previdência e em outros benefícios sociais.
O salário mínimo também serve como referência para o cálculo de parcelas de benefícios trabalhistas. No caso do abono salarial, por exemplo, o valor é calculado proporcionalmente ao salário mínimo vigente e ao número de meses trabalhados no ano-base.
Quanto o trabalhador receberá a mais
Se a previsão de R$ 1.741 for confirmada, quem atualmente recebe exatamente um salário mínimo terá R$ 120 a mais por mês no salário bruto.
Ao longo de 12 meses, considerando apenas o salário mensal, isso representa R$ 1.440 adicionais. O reajuste também poderá refletir no cálculo do 13º salário e das férias para trabalhadores que recebem o piso, embora os valores efetivamente recebidos dependam dos descontos e das regras aplicáveis a cada caso.
Para aposentados e pensionistas que recebem o piso previdenciário, a elevação também deverá representar aumento no benefício mensal.
Reajuste ainda precisa seguir tramitação
Apesar de o governo já ter definido a previsão de R$ 1.741, o valor ainda faz parte do processo de elaboração do Orçamento de 2027.
O Executivo tem até 31 de agosto para encaminhar o PLOA ao Congresso Nacional. Depois, deputados e senadores deverão analisar a proposta, que poderá sofrer alterações durante a tramitação.
Pelas regras constitucionais, a previsão é que o Congresso conclua a votação do Orçamento até 22 de dezembro, para que o texto seja encaminhado à sanção presidencial.
Assim, o valor de R$ 1.741 é a previsão oficial do governo para 2027, mas sua confirmação definitiva ocorrerá ao longo da tramitação do projeto orçamentário.
Governo também prepara mudanças no Orçamento
Além do novo salário mínimo, o governo informou que o PLOA de 2027 deverá incorporar o novo modelo relacionado à reforma tributária.
A proposta orçamentária terá ainda a tarefa de organizar as receitas e despesas previstas para o próximo ano, definindo os recursos destinados a áreas como Previdência, saúde, educação, investimentos e programas sociais.
A definição do salário mínimo é uma das principais referências para o planejamento das despesas públicas, justamente porque o valor influencia diretamente uma série de benefícios e obrigações do governo federal.
Com a previsão de R$ 1.741, o piso nacional terá um aumento nominal de R$ 120 em relação aos R$ 1.621 atuais, caso a estimativa seja mantida até a aprovação final do Orçamento de 2027.