Quem quiser conhecer ou se aprofundar na dança afro-brasileira terá uma oportunidade gratuita neste fim de semana, em Piracicaba. O Festival de Danças Afro do Instituto Afropira acontece neste sábado (22) e domingo (23), com aulas, vivências e apresentações na sede da entidade, no bairro Nova América. A programação reúne mestres, mestras, professores e grupos de Piracicaba e de outras cidades do Estado. A participação é gratuita, mas as vagas são limitadas e é necessário fazer inscrição pelo Instagram oficial do Instituto, @afropira.
As atividades presenciais dão continuidade ao festival, iniciado na terça-feira (18) com uma live que reuniu a Professora Nany e a Mestra Sol. A programação celebra a força da dança afro-brasileira e homenageia Mercedes Baptista (1921-2014), referência na história da dança afro no país.
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No sábado (22), as atividades começam às 8h, com aulas de Dança Afro, Tambu e Samba de Lenço. A programação da manhã terá aula de Dança Afro com a Mestra Sol, de São Paulo; aula de Tambu, com o Instituto Afropira; e Samba de Lenço, com a Mestra Ediana.
Das 13h às 17h, serão realizadas aulas de Blocos Afros, com o Bloco Afropira e a Professora Nany, além de atividades de Maculelê, Dança Guerreira e Puxada de Rede, com o Mestre Marquinho.
À noite, das 18h às 19h, o público poderá acompanhar uma roda de conversa e apresentações de Maculelê com grupos de Americana, Sumaré, Piracicaba, Campinas e Rio Claro.
Entre os participantes estão o Projeto Força e Fé, Projeto Capoeira Pedagógica, Instituto Afropira, Crescer Gingando, Aya CIA de Dança e Grupo de Capoeira Futuro da Nação.
No domingo (23), o festival começa às 8h, com aulas de Samba de Roda, ministrada pela Mestra Nega Tana, de São Paulo, e de Jongo, com o Grupo Mistura da Raça, de São José dos Campos.
O Instituto Afropira também estabeleceu parcerias com grupos de Campinas, Sumaré, Rio Claro e Americana para garantir a participação de representantes dessas cidades, com transporte e alimentação.
A programação é realizada em homenagem a Mercedes Baptista, que teve papel importante na valorização da cultura negra na dança brasileira. A artista é uma das referências utilizadas pelo Instituto em seus projetos relacionados à dança afro.
A iniciativa também ocorre em um momento de discussão sobre o reconhecimento da modalidade no país. O Projeto de Lei nº 3.420/2024, de autoria da deputada federal Daiana Santos (PCdoB-RS), propõe instituir o dia 18 de agosto como o Dia Nacional da Dança Afro-Brasileira. A proposta aguarda apreciação pelo Senado Federal.
O festival integra o projeto de Manutenção de Oficinas e Eventos Tradicionais Afro-brasileiros do Instituto Afropira, aprovado no Chamamento Público nº 2/2025.