17 de agosto de 2026
BIBLIOTECA DE COISAS

Projeto Origem, da Secretaria de Educação, completa um ano

Por Redação | Prefeitura de Jundiaí
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação / Prefeitura de Jundiaí
O objetivo da iniciativa é fortalecer a sustentabilidade, a criatividade e a inovação nas escolas municipais de Jundiaí

Um ano após o lançamento do Projeto Origem – A Biblioteca das Coisas, iniciativa da Secretaria Municipal de Educação (SME) desenvolvida por meio do programa Escola da Gente, Jundiaí celebra os resultados de uma proposta que vem transformando materiais descartados em oportunidades de aprendizagem, investigação e criação para crianças e educadores da rede municipal.

Criado em agosto de 2025, o Projeto Origem tem como proposta aproximar escolas, empresas e indústrias para dar novo significado a materiais que perderam sua função original nos processos produtivos. Ao chegarem às unidades escolares, esses materiais passam a integrar investigações, brincadeiras, experiências e projetos pedagógicos desenvolvidos pelas crianças e educadores.

Para celebrar o primeiro ano do projeto, o Centro Internacional de Estudos, Memórias e Pesquisas da Infância (Ciempi) realizou na terça-feira (12) o 2º Festival Origem da Gente, reunindo educadores das Emebs participantes dos ciclos formativos. A programação contou com palestra do atelierista Guilherme Fraga, apresentação do livro Homens Invisíveis, de Fernando Braga da Costa, exposições dos artistas Maria Isabel Archangelo e Alex Roch, além de apresentações de dança contemporânea, viola e música popular.

“Ao longo deste primeiro ano, vimos materiais doados por empresas e indústrias ganharem novos significados nas escolas, transformando-se em oportunidades de investigação, criação e aprendizagem para crianças e educadores. Os ciclos formativos e as parcerias construídas nesse período foram fundamentais para consolidar uma rede comprometida com a sustentabilidade, a inovação pedagógica e o protagonismo das infâncias”, destaca a coordenadora do Ciempi, Maria Claudia Siqueira Schioser.

Transformações nas escolas

Na Emeb Professora Ruth Carturan Wiemann, os impactos do Projeto Origem já podem ser percebidos no dia a dia. Segundo a diretora Thailana Cunha, a iniciativa ampliou as possibilidades de aprendizagem, investigação e criação das crianças.

“Na Educação Infantil trabalhamos com as potências das crianças, e isso passa pela oferta de diferentes materiais e possibilidades de exploração. Além do recebimento dos materiais, tivemos um importante processo formativo para compreender como utilizá-los pedagogicamente. Também conseguimos reestruturar espaços da escola por meio das doações recebidas. Quem ganha com tudo isso são as crianças”. Segundo ela, os reflexos aparecem diretamente nas experiências vividas pelos alunos. “As crianças têm mais oportunidades de explorar, investigar e criar, vivenciando aprendizagens ainda mais significativas”, destaca.

Referência para outras redes

Convidado para participar do festival, o ateliêrista e palestrante Guilherme Fraga destacou a relevância da iniciativa. “É uma honra estar na rede pública compartilhando reflexões sobre a cultura do ateliê e a arte como forma de expressão. Conhecer o Projeto Origem foi uma experiência muito especial. É uma iniciativa que merece ser conhecida e compartilhada com outros territórios, pela potência que nasce desse trabalho”, afirmou.

Reconhecimento nacional

Em maio deste ano, o Projeto Origem foi um dos destaques do Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora, uma das principais premiações do país voltadas à inovação na gestão pública. O reconhecimento reforça os resultados alcançados pela iniciativa ao unir sustentabilidade, educação e inovação em benefício das crianças da rede municipal.