10 de agosto de 2026
ARTIGO

O que fazer para acreditar mais em mim?

Por Junior Ometto |
| Tempo de leitura: 3 min

Você tem a sensação de que não é tão bom quanto as outras pessoas? Por mais que você saiba que tem que fazer algo, não sabe ou não tem força para começar ou acha que, seja o que for que faça, não terá bons resultados? Não acredita ou tem acreditado cada vez menos em você? Sente que sua autoconfiança está praticamente zerada? 

Infelizmente, a baixa autoconfiança tem sido a causadora de muita infelicidade e perdas, tanto na vida pessoal quanto na profissional. Mas, por que isso acontece? E o que fazer para reverter isso? 

Inicialmente, é preciso entender que melhorar a autoconfiança não é apenas “pensar” que confiar ou acreditar mais em si mesmo irá resolver o problema. Autoconfiança é uma construção, é processo, prática, é tomada de atitudes concretas e perseverantes. 

Por outro lado, a baixa autoconfiança também não surge do “nada”. A causa mais comum está na história psíquica de cada um e, mais importante, na forma como cada um entende e lida com a própria história, com o agravante de que nosso cérebro já tem uma predisposição de lidar negativamente com tudo - até por conta da nossa ancestralidade. 

Na abordagem cognitivo comportamental, temos a chamada distorção cognitiva, ou seja, neste caso, damos mais “valor” aos nossos erros do que aos nossos acertos. Quantos relatam que, mesmo fazendo “determinada” coisa de forma assertiva, não valorizam isso e, pior, acham que foi somente obra da “sorte”, do “acaso”. Pois bem, se você só vê coisas ruins em você, vai ser difícil mesmo você acreditar em você... Está aí a base da mudança: se conscientizar e, agir! Lembrando que, quanto maior a autoconfiança, maior a autoestima.  

Uma das principais ferramentas da Psicanálise é o foco do trabalho na raiz dos problemas, na causa, e não nos “sintomas” ou nas consequências. Portanto, dentro da história de cada um (somos únicos, individuais...), vamos entender o que leva a pessoa a ter uma baixa autoconfiança; causas e características, para, em seguida, buscar a ressignificação, a solução. Pessoas nessa situação são, normalmente, altamente influenciáveis, ou seja, a voz dos outros têm um peso além do necessário, o que os leva, dentre outros prejuízos, a ter muita dificuldade em tomar decisões e, então, a aceitar as decisões dos outros, até como uma forma de não se “responsabilizar” por elas. O fato é que, de qualquer forma, elas estão decidindo (não decidir) e vão assumir os riscos disso! Agindo dessa forma, essas pessoas estarão cada vez mais longe delas mesmas e, então, de recuperarem sua autoconfiança. É preciso entender que toda escolha ou decisão que se toma, é uma oportunidade de aprender, crescer, ou seja, isso é totalmente normal e saudável. O mesmo se dá quando se tem medo de dizer algo, de se posicionar. Ninguém é perfeito e com ninguém devemos nos comparar. Somos únicos e temos o direito de pensar por nós mesmos. Não há problema nenhum em se posicionar diferentemente dos outros. Havendo ética, respeito, educação e argumento, ninguém será melhor que ninguém, apenas cada um será cada um e isso é praticar autoconfiança. Nunca desista antes de tentar, porque isso apenas fará você acreditar cada vez menos em você. Não existe garantia para nada neste mundo. Ninguém tem isso! Esperar a garantia de sucesso 100% é pura autossabotagem. Faça o que está ao seu alcance, prepare-se, planeje e faça! Isso é viver bem e você merece! 

Portanto, meu caro leitor já percebeu que o principal “antídoto” (também) para a recuperação da autoconfiança é ele: o autoconhecimento e seu trabalho direcionado. 

Somos todos humanos, imperfeitos. É preciso acreditar nisso, pois é só a partir daí que fronteiras mentais negativas ou nocivas são superadas.