Uma tragédia dentro da fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, terminou com três funcionários mortos na manhã deste sábado (1º). As primeiras informações da investigação apontam que o autor do ataque, um operador de empilhadeira de 33 anos, pode ter cometido o crime após sofrer episódios de bullying no ambiente de trabalho, segundo relatos de testemunhas à Polícia Civil.
O homem, que trabalhava como terceirizado na unidade, invadiu a empresa armado com uma faca e atacou colegas de trabalho. Após ser preso em flagrante, ele morreu dentro da carceragem do 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo. As circunstâncias da morte também serão apuradas pelas autoridades.
De acordo com informações divulgadas pela empresa, o funcionário estava de folga quando entrou nas dependências da fábrica. A Bombril afirmou que ele apresentava um quadro de surto no momento da ação.
A Polícia Militar foi acionada logo após o ataque e, ao chegar ao local, encontrou três vítimas já sem vida. Entre elas estavam um conferente, um supervisor e outro operador de empilhadeira.
Depoimentos prestados à Polícia Civil indicam que o suspeito teria sido alvo de intimidações e humilhações praticadas por colegas de trabalho. Essa hipótese passou a integrar a linha de investigação e pode explicar a motivação do crime, embora ainda não haja confirmação oficial sobre a participação das vítimas nas supostas agressões psicológicas.
Os investigadores seguem colhendo depoimentos e analisando imagens e demais provas para esclarecer a dinâmica do ataque.
Após a prisão, o autor do ataque foi levado ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo. Conforme o registro policial, ele foi encontrado morto na carceragem cerca de dez minutos após a última interação com os agentes. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou o óbito no local.
Em nota, a Bombril informou que o agressor era um colaborador terceirizado e afirmou ter acionado imediatamente as autoridades competentes após o ataque.
A empresa declarou que está colaborando com as investigações, prestando assistência às famílias das vítimas e reiterou seu repúdio ao episódio, classificando o caso como um ato de extrema violência.