Uma discussão entre duas mulheres terminou em prisão na noite de domingo (26), em Araçatuba. A confusão aconteceu justamente na entrada da Central de Polícia Judiciária (CPJ), onde uma mulher de 40 anos foi detida em flagrante após ameaçar de morte a companheira, de 38 anos. O caso passou a ser investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) como violência doméstica.
A situação chamou a atenção de um delegado que chegava à unidade policial. Ao se aproximar do prédio, ele percebeu que uma mulher caminhava apressada em direção à delegacia tentando se afastar da companheira, que a seguia de forma agressiva. Conforme o registro policial, a suspeita gesticulava, apontava o dedo para a vítima e mantinha comportamento intimidatório.
Antes mesmo que a vítima conseguisse entrar completamente na delegacia, a investigada teria feito ameaças na presença do delegado. Segundo o boletim de ocorrência, ela afirmou que espancaria e mataria a companheira caso ela deixasse o local, acrescentando que não tinha receio de ser presa.
Diante da cena, o delegado interrompeu a discussão, afastou as duas mulheres e acionou investigadores que estavam de plantão. A suspeita recebeu voz de prisão imediatamente e foi conduzida para os procedimentos legais, sem apresentar resistência.
A ocorrência também foi acompanhada por um guarda civil municipal que estava na CPJ em apoio a outra ação policial. Em depoimento, ele confirmou que ouviu as ameaças e relatou que a vítima aparentava medo, procurando proteção ao entrar rapidamente na unidade.
Durante o depoimento, a vítima contou que o relacionamento com a autora dura cerca de quatro anos e revelou que já havia solicitado uma medida protetiva em outra ocasião. No entanto, após uma reconciliação, pediu que a proteção judicial fosse revogada.
Ela ainda informou que, horas antes da prisão, procurou a companheira para conversar, mas a situação evoluiu para uma discussão. Apesar das ameaças registradas na delegacia, declarou que não pretendia representar criminalmente contra a autora nem solicitar uma nova medida protetiva.
A investigada, por sua vez, foi interrogada, mas preferiu não responder às perguntas, exercendo o direito constitucional de permanecer em silêncio.
Mesmo com a manifestação da vítima, a autoridade policial entendeu que havia elementos suficientes para caracterizar a prática do crime e o risco de novas agressões. Por esse motivo, além da prisão em flagrante, foi solicitada à Justiça a aplicação de medidas protetivas para impedir qualquer contato entre as duas.
Após a formalização da ocorrência, a mulher permaneceu presa e foi encaminhada para audiência de custódia, onde a Justiça decidirá sobre a manutenção ou não da prisão.